Procon: juro do cheque especial cai no ano, de 13,41% para 13,20% ao mês… 2 anos de Selic

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Os juros cobrados pelos bancos no crédito pessoal e no cheque especial caíram este ano, mas de uma maneira bem modesta, mostra pesquisa da Fundação Procon. Esse comportamento é reflexo da evolução da taxa Selic para o mesmo período, porém as quedas observadas foram bem menores que as da taxa Selic promovidas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). O juro Selic foi reduzindo de 7% ao ano em dezembro para 6,5% em março, uma queda de 0,5 ponto percentual.

Dois anos de taxa Selic em um mês

Segundo o Procon, a taxa média do cheque especial iniciou este ano em 13,41% ao mês e está terminando em 13,20% ao mês, registrando queda de 0,21 ponto percentual. Ou seja, a taxa de um mês do cheque especial equivale a mais de dois anos do juro básico. A Selic é apenas um dos componentes da taxa, que inclui outras despesas do banco, como as perdas com inadimplência, impostos e o risco de oferecer uma linha sem garantias e que não tem prazo para ser quitada. Para explicar isso, os bancos, por meio da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), lançaram neste fim de ano um livro detalhando como é formada a taxa de juros dos empréstimos, acompanhada de uma campanha no rádio, na televisão e nos jornais e revistas.

Maior taxa é de 14,94%, no Santander

O banco que apresentou a maior taxa média anual de cheque especial foi o Santander, com 14,94% ao mês. A menor taxa média anual foi a do Itaú, com 12,25% ao mês, uma diferença de 2,69 pontos percentuais, que representa uma variação de 21,96%. Ambos os bancos oferecem 10 dias sem juros aos clientes, mas o Itaú limita a vantagem aos clientes de segmentos mais altos, como o Personnalité. Assim, para compensar os que não pagam nada, o Santander acaba cobrando taxas mais altas dos que passam dos 10 dias. Em ambos os casos, quem ultrapassa os dez dias paga por todo o período.

Média do ano caiu 0,21 ponto

Considerando a média do ano, a taxa do cheque especial em 2018 foi de 13,26% ao mês, indicando um decréscimo de 0,21 ponto percentual em relação à taxa média de 2017, que era de 13,47% ao mês, diz o Procon.

Empréstimo pessoal custa 6,28% ao mês

No empréstimo pessoal a taxa no início do ano era de 6,32%, terminando em 6,28% ao mês em dezembro, uma variação de 0,04 ponto percentual. O banco que apresentou a maior taxa média anual de empréstimo pessoal foi o Santander, com 7,89% ao mês; a menor taxa média anual foi a da Caixa Econômica Federal, com 5,55% ao mês; uma diferença de 2,34 pontos percentuais.

Considerando a média do ano, a taxa média do empréstimo pessoal em 2018 foi de 6,27% ao mês, indicando um decréscimo de 0,12 ponto percentual em relação à taxa média de 2017, que era de 6,39% ao mês.

Segundo o Procon, o levantamento anual envolveu seis instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.

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