Cesta básica subiu 8,36% em 2018, de R$ 651,58 para R$ 706,03, diz Procon-Dieese

LinkedIn

Pesquisa da Fundação Procon-SP constatou que o valor da cesta básica paulistana do ano de 2018 subiu 8,36%. O levantamento, feito em convênio com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revela que o preço médio passou de R$ 651,58 em 26/12/2017 para R$ 706,03 em 26/12/2018. O menor valor registrado durante o ano foi em março, com R$ 648,15. O percentual ficou acima do IPCA calculado pelo IBGE e do INPC.

Todos os grupos apresentaram alta. As variações acumuladas foram de 6,79% para o grupo Limpeza, de 8,09% para o grupo Alimentação e de 12,05% para o grupo Higiene.

Cebola e farinha lideram altas

Entre as cinco maiores variações, quatro foram verificadas no grupo Alimentação: cebola, 41,51%; farinha de trigo, 35,14%; biscoito água e sal, 27,44% e biscoito maisena, 22,22%; apenas o papel higiênico, 25,96% faz parte do grupo Higiene.

Embora alguns produtos apresentem variações acentuadas, quer sejam positivas ou negativas, nem sempre repercutem da mesma forma no valor da Cesta Básica, pois a eles estão associadas às quantidades e os pesos que representam em sua composição. Veja aqui análise completa da cesta básica de 2018.

Dos 28 alimentos, 21 subiram de preço

Dos 28 alimentos pesquisados na Cesta Básica, 21 apresentaram elevação nos preços médios. Todos os itens de higiene e quase a totalidade dos produtos de limpeza também tiveram aumento de valor. As cinco menores variações observadas em 2018 ficaram assim distribuídas: quatro alimentos – café em pó, -8,44%; açúcar, -6,09%; ovos, -4,06% e alho, -3,87%; e um produto de limpeza: água sanitária, -1,21%.

Embora alguns produtos apresentem variações acentuadas, quer sejam positivas ou negativas, nem sempre repercutem da mesma forma no valor da Cesta Básica, pois a eles estão associadas às quantidades e os pesos que representam em sua composição.
Quatro das cinco maiores contribuições ocorreram para os alimentos: pão francês, 1,34 p.p.; frango, 1,20 p.p.; carne de 1ª, 1,06 p.p.; arroz, 0,60 p.p.. Somente o papel higiênico, 0,62 p.p. do grupo Higiene.
As cinco menores contribuições foram verificadas nos seguintes alimentos: café em pó, -0,31 p.p.; ovos, -0,07 p.p.; açúcar, -0,05 p.p.; alho, -0,02 p.p.; linguiça, -0,01 p.p..

Cebola em alta

Em 2018, a cebola foi o produto que registrou a alta acumulada mais acentuada da Cesta, de 41,51%: o preço médio do quilo passou de R$ 2,65, em 26/12/2017 para R$ 3,75, em 26/12/2018.

Nos primeiros cinco meses do ano, a baixa oferta de cebola e a dificuldade para importar o bulbo resultaram em alta nos preços comercializados. A seguir, as importações e a entrada da oferta nacional mantiveram os valores baixos até meados do segundo semestre, quando novamente os preços subiram, devido às chuvas que prejudicaram a oferta. Em maio, as chuvas no Nordeste e no Sul prejudicaram a lavoura e, somando a esses fatores a greve nacional dos caminhoneiros, os preços dispararam.

Deixe um comentário

Esta área do website ADVFN.com é destinada para comentários e anáises individuais independentes. Estes blogs são administrados por autores independentes através de uma plataforma de alimentação comum, não representando as opiniões da ADVFN. A ADVFN não monitora, aprova, altera ou exerce controle editorial sobre estes artigos, não aceitando, portanto, ser responsabilizada por tais informações. As informações disponibilizadas no website ADVFN.com destina-se para sua informação em geral mas não, necessariamente, para suas necessidades particulares. As informações não constituem qualquer forma de recomendação ou aconselhamento por parte da ADVFN.COM.