Grandes bancos e corretoras americanas criam bolsa de valores de baixo custo nos EUA

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Um grupo de nove grandes corretoras de valores de varejo, bancos, empresas de serviços financeiros e formadores de mercados globais anunciaram ontem à noite um acordo para lançar uma bolsa de valores de baixo custo para concorrer com as demais bolsas.

Batizada de MEMX, ou Members Exchange (Bolsa dos Sócios), a nova bolsa será de propriedade exclusiva de seus membros fundadores e buscará oferecer benefícios aos seus clientes, em geral investidores institucionais e de varejo, trazendo maior concorrência no mercado americano. A nova bolsa reforça ainda a tendência de oferta cada vez maior de serviços grátis ou de baixo custo para atrair os investidores para os mercados nos EUA.

Hoje, há cerca de 15 bolsas de valores nos EUA, muitas regionais ou que oferecem serviços especiais. Mas o mercado é dominado pela Intercontinental Exchange (ICE), dona da Bolsa de Nova York (NYSE), da NYSE Euronext na Europa e das bolsas de futuros LIFFE, de Londres, ICE Futures US e ICE Futures Europe. Além da ICE, outros grandes grupos são a Nasdaq, a BATS Global Markets, da Chicago Board Options Exchange/CBOE Global Markets e o CME Group, dono da Bolsa de Mercadorias de Chicago e que era sócio da B3.

As ações da ICE e da Nasdaq caíram após o anúncio da nova bolsa.

Grupo inclui Bank of America, Charles Schwab e Fidelity

Os membros fundadores da MEMX são muitos dos maiores corretores de varejo dos EUA e bancos globais como  Bank of America Merrill Lynch, Charles Schwab, Citadel Securities, E * Trade, Fidelity Investments, Morgan Stanley, TD Ameritrade, UBS e Virtu Financial. Eles vão permitir aos clientes usar a MEMX como alternativa mais barata e mais simples que a Bolsa de Nova York ou a Bolsa de Chicago.

Segundo nota, a MEMX irá apresentar um pedido junto à Securities and Exchange Commission (SEC) agora no início deste ano para uma autorização para operar na negociação nacional de valores mobiliários.

A MEMX diz que sua missão é aumentar a concorrência, melhorar a transparência operacional, reduzir ainda mais os custos fixos e simplificar a execução de ações nos EUA. Além disso, a MEMX representará os interesses da base de clientes de seus fundadores, composta de investidores institucionais e de varejo.

Ordens mais simples e menor custo

Sobre questões de estrutura de mercado, a MEMX diz que procurará oferecer um modelo de negociação simples com tipos básicos de ordens, a tecnologia mais moderna e uma estrutura de taxas simples e de baixo custo. Hoje, as grandes bolsas oferecem vários tipos de ordens que podem ter prioridade sobre as outras, criando privilégios para determinados investidores.

A nova bolsa também não terá redutores de velocidade (speedbumps) para negócios de alta frequência, como os adotados recentemente pela NYSE American, uma subsidiária da Bolsa de Nova York e da ICE voltada para ações de empresas de menor porte. Os redutores de velocidade foram a bandeira de criação de outra bolsa de valores nos EUA, a IEX Group, em 2016, a partir de denúncias do livro “Flash Boys“, que contava como as negociações de alta frequência podiam manipular o mercado.

Maior concorrência

Os fundadores da MEMX representam os principais corretores de varejo, bancos globais e empresas de serviços financeiros, e formadores de mercado – um grupo diversificado que se organizou com o objetivo comum de melhorar os mercados para investidores institucionais e de varejo, diz Douglas Cifu, da Virtu Financial. “O lançamento do MEMX é um testemunho da demanda de mercado por concorrência, inovação e transparência.”

 

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A Arena do Pavini é um espaço voltado para fornecer informação de valor e promover o aprendizado e a discussão dos principais temas relacionados à vida do investidor. O blog de notícias é pilotado por Angelo Pavini, renomado jornalista econômico, com mais de 20 anos de experiência na cobertura do mercado financeiro e de assuntos ligados a finanças pessoais.

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