Inflação segue comportada e IGP-M sobe 0,03% na 1ª prévia de janeiro; atacado cai menos

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O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,03% no primeiro decêndio de janeiro, depois de cair 1,16% na mesma prévia de dezembro, informou hoje a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 12 meses, o índice acumula alta de 6,77%. O IGP-M divulga duas prévias a cada 10 dias de coleta antes do número final do mês e é formado por três subíndices, de atacado (60% de peso), varejo (30%) e construção civil (10%). Por ser divulgado no fim do mês, ele é muito usado na correção de contratos de longo prazo, como aluguéis.

Preços no atacado caem menos

No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,13% no primeiro decêndio de janeiro, acumulando 8,30% de alta em 12 meses. No mesmo período do mês de dezembro, o índice havia caído 1,70%.

Produtos agropecuários registraram queda de 0,20% na primeira prévia deste mês, bem menos que o 1,25% de dezembro. Já os preços industriais recuaram 0,11%, ante uma queda de 1,85% em dezembro.

O índice referente as Matérias-Primas Brutas variou -0,20% no primeiro decêndio de janeiro, após queda de 2,53% no mês anterior. Contribuíram para a taxa menos negativa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (-4,95% para 1,88%), soja (em grão) (-3,44% para -1,72%) e cana-de-açúcar (-2,02% para 0,34%). Em sentido oposto, vale citar café (em grão) (-0,71% para -4,53%), leite in natura (-3,47% para -4,52%) e suínos (4,17% para 0,15%).

Preços ao consumidor revertem deflação e passam a subir

No varejo, Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,38% na primeira prévia de janeiro, ante -0,16% no mês anterior. Em 12 meses, o IPC sobe 3,94%.

Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (-0,03% para 0,71%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item laticínios, cuja taxa passou de -2,41% para -0,76%.

Também foram computados acréscimo nas taxas de variação dos grupos Habitação (-0,19% para 0,33%), Transportes (-0,92% para -0,19%), Vestuário (-0,44% para 1,46%) e Saúde e Cuidados Pessoais (-0,02% para 0,53%).

Eletricidade e gasolina caem menos

Nestas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (-1,37% para -0,67%), gasolina (-4,68% para -1,78%), roupas (-0,55% para 1,63%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,87% para 1,47%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,73% para 0,20%), Comunicação (0,15% para -0,02%) e Despesas Diversas (0,20% para 0,06%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: passagem aérea (13,01% para 2,82%), pacotes de telefonia fixa e internet (0,63% para 0,00%) e tarifa postal (3,49% para 0,00%).

Construção Civil sobe 0,27%

Usado na correção dos contratos de compra de imóveis na planta, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,27% no primeiro decêndio de janeiro. No mês anterior, esse índice havia subido 0,06%. Em 12 meses, o INCC-M sobe 3,95%.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços variou 0,18%. No mês anterior a taxa foi de 0,13%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 0,34% no primeiro decêndio de janeiro. No mês anterior, este índice não registrou variação.

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