Petrobras vende refinaria de Pasadena, a “Ruivinha”, para a Chevron por US$ 562 milhões

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A Petrobras (BOV:PETR4) informou que sua subsidiária Petrobras America Inc. (PAI) assinou hoje, com a Chevron U.S.A. Inc. contrato de compra e venda (Share Purchase Agreement – SPA) referente à venda integral das ações nas empresas que compõem o sistema de refino de Pasadena, nos Estados Unidos.

A empresa foi pivô de um escândalo envolvendo superfaturamento e pagamento de propinas para executivos da estatal, conforme revelações feitas durante a Operação Lava Jato.  O valor da transação é de US$ 562 milhões, sendo US$ 350 milhões pelo valor das ações e US$ 212 milhões de capital de giro, com base em valores de outubro de 2018.

Estão sendo vendidas as sociedades Pasadena Refining System Inc. (PRSI), responsável pelo processamento de petróleo e produção de derivados, e PRSI Trading LLC (PRST), que atua como braço comercial exclusivo da PRSI, ambas detidas integralmente pela Petrobras America Inc. (PAI). A PRSI possui capacidade de processamento de 110 mil bpd e está localizada na cidade de Pasadena, no Golfo do México, Texas. Trata-se de uma refinaria independente do Sistema Petrobras que pode operar com correntes de petróleos médios e leves e produz derivados que são comercializados tipicamente no mercado doméstico americano.

O valor final da operação está sujeito a ajustes de capital de giro até a data de fechamento da transação.  A Chevron U.S.A. Inc. é uma empresa pertencente à Chevron Corporation, segunda maior empresa de energia integrada nos Estados Unidos. Seus produtos são vendidos nas quase 8.000 estações de varejo Chevron e Texaco e também é uma importante fornecedora de combustível de aviação, possuindo quatro refinarias com capacidade combinada para processar 919 mil bpd no país.

Segundo a Petrobras, a conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais, tais como a obtenção das aprovações pelos órgãos antitruste dos Estados Unidos e do Brasil. A operação faz parte do Programa de Parcerias e Desinvestimentos da Petrobras, estando alinhada ao Plano de Negócios e Gestão 2019-2023, que prevê a otimização do portfólio da companhia.

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