Pressões deflacionárias na China e dia de destaque para o Fed

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Estoques de petróleo bruto cedem espaço para maior oferta de gasolina; produção de petróleo bruto permanece inalterada em nível recorde. Os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos continuaram recuando, mantendo a tendência com queda de 1,680 milhões na semana. A produção média foi mantida em seu patamar recorde, de 11,7 milhões de barris. A demanda das refinarias por petróleo superou estimativas, e os estoques de gasolina tiveram aumento de 8,066 milhões na semana.

Atividade econômica

Índices de preço chineses decepcionam, mostram sinais de deflação. A deterioração da demanda doméstica cria pressões deflacionarias, e preocupa os lucros corporativos ao redor do mundo. O índice de preços ao consumidor anual retraiu de 2,2% para 1,9%. A pior das notícias veio da deflação ao produtor, desacelerando pelo sexto mês consecutivo e renovando seu pior nível desde o final de 2016; o índice de preços ao produtor caiu de 2,7% para 0,9% em sua taxa anual.

Mercados acionários

Dia de reversão nos mercados globais. Sem uma notícia para manter o otimismo generalizado que surgiu das conversas entre EUA e China sobre as discussões comerciais, os mercados acionários realizam seus ganhos recentes. O otimismo deu lugar à aversão ao risco, e o índice de volatilidade VIX voltou a subir. O dólar tem uma apreciação modesta em meio a mais um dia de shutdown nos EUA. Os investidores também começam a tomar decisões com a proximidade da divulgação de resultados corporativos.

Os índices futuros norte-americanos sinalizam uma abertura de queda, e os índices europeus são negociadas de forma mista. Na Ásia, o fechamento dos mercados também foi misto. Com mais uma rodada de dados negativas para a China, Pequim continua a tentar convencer o mercado que que irá reduzir impostos e outras taxas que incidem sobre indústria manufatureira; limitando quedas nos índices de ações da Ásia.

Expectativas dos agentes

Na agenda do dia, destaques serão os discursos de membros do Comitê do Federal Reserve. O presidente do Fed, Jerome Powell, discursará às 15h45. Thomas Barkin (sem poder de voto), James Bullard (com poder de voto), Charles Evans (com poder de voto) e o vice-presidente do Fed — Richard Clarida — discursarão ao longo do dia. Trump continuará a defender o financiamento para a construção do muro, e pretende viajar à fronteira.

No Brasil, o Ministério Público Estadual espera o senador Flavio Bolsonaro para depor sobre movimentações financeiras atípicas, detectadas pelo Coaf.

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

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