Semana terá reforma da Previdência, dados de comércio e serviços, IGP-10 e IBC-Br

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A semana nos mercados financeiros terá como destaque a continuidade das discussões sobre a reforma da Previdência, a ser proposta ao Congresso pela equipe do presidente Jair Bolsonaro. Uma reunião foi marcada para esta segunda-feira pelo ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para discutir com outros ministros a proposta elaborada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. Somente na próxima semana a proposta definitiva será levada para aprovação do presidente Bolsonaro.  

A informação de que a ideia de Guedes é fazer uma reforma mais profunda, com prazo menor de transição e a criação de um sistema de capitalização, em que cada trabalhador guarda para ter sua aposentadoria, animou os investidores e fez o Índice Bovespa registrar novos recordes, superando os 93 mil pontos. O dólar também recuou , indicando maior confiança na reforma.   

Outro assunto vinculado à reforma da Previdência será a articulação para a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado, e que pode indicar a força que Bolsonaro e sua equipe terão no Congresso. A disputa hoje favorece Rodrigo Maia, na Câmara, e Renan Calheiros, no Senado.  A votação será no início de fevereiro, quando os novos parlamentares eleitos tomam posse. 

Dados do comércio, serviços e IBC-Br

Na agenda econômica, o IBGE disponibilizará o resultado da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de novembro na próxima terça-feira e quarta-feira, respectivamente. Na quinta-feira, o Banco Central (BC) divulga o IBC-Br, prévia da atividade econômica do país relativo a novembro.   

Para o Banco Fator, a Pesquisa Mensal do Comércio deve mostrar alta de 0,60% nas vendas do varejo restrito no mês e alta interanual de 2,50%. As vendas do varejo ampliado, que incluem veículos e materiais de construção, devem registrar alta de 1,20% sobre outubro e ganho interanual de 4,20%. 

O Banco Bradesco estima que os resultados das vendas no varejo e do setor de serviços fecharão o diagnóstico da atividade em novembro. O banco espera que o desempenho do comércio varejista ampliado siga acima da média dos outros segmentos, com expansão de 0,5% em novembro. 

O Itaú projeta um aumento de 0,9% no comércio em relação ao mês para as vendas principais no varejo e um ganho de 0,7% no segmento amplo.  

Para o  faturamento de serviços, o Bradesco estima estabilidade no mês. “Considerando esses resultados e o desempenho observado na produção industrial, o IBC-Br, proxy do PIB divulgado pelo BC, deve ter avançado 0,4% em novembro”, estima o banco. O IBC-Br será divulgado na quinta-feira pelo Banco Central.  A consultoria LCA espera estabilidade em relação ao mês anterior e alta de 1,5% sobre o ano passado. 

Já o Banco Fator espera que a Pesquisa Mensal de Serviços mostre que o volume de serviços ficou estável de outubro para novembro e registrou alta de 0,9% em relação a 2017.  

Para a Pesquisa do Setor de Serviços, o Itaú espera um aumento de 0,5% em relação ao ano anterior. Já com relação ao IBC-Br para novembro, o banco espera por enquanto, um aumento de 0,2% em relação ao mês anterior. 

IGP-10

Nesta semana haverá também dados de inflação, com o IGP-10 de janeiro, que será divulgado na próxima quarta-feira (16) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Ele deve registrar leve alta de 0,07% no mês e de 7,17% em 12 meses em janeiro, estima o Banco Fator.  Já a LCA Consultores espera nova deflação no IGP-10, com queda de 0,05% no mês.   

O Itaú destaca ainda os dados de produção de papel cartão da ABPO, um indicador relacionado à produção industrial de dezembro, que sairá esta semana, mas sem uma data específica. 

 Atividade e inflação no exterior

Em relação à agenda internacional, os destaques serão a produção industrial da Zona do Euro na segunda-feira; os preços ao produtor (PPI) dos EUA na terça-feira; os preços ao consumidor (CPI) da Zona do Euro na quinta-feira e produção industrial dos EUA na sexta-feira. E o Banco Fator acrescenta que continuará a expectativa com a disputa entre o presidente americano Donald Trump e o Congresso em torno do muro na fronteira com o México. 

A agenda econômica trará uma série de importantes dados de atividade global, diz o Banco Votorantim. Nos EUA, destaque para as vendas no varejo, produção industrial e dados imobiliários, provavelmente sob o pano de fundo da paralisação fiscal do governo americano. Também serão divulgados números de indústria na zona do euro, a pesquisa Tankan no Japão e os dados de crédito e comércio exterior na China.  

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