B3 lucra 26,4% a mais em 2018 e vai quase dobrar a fatia de lucros distribuídos, para até 150%

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A B3 (BOV:B3SA3divulgou hoje seus resultados operacionais no quarto trimestre e em 2018. No quarto trimestre, a bolsa teve um lucro recorrente (sem eventos especiais) de R$ 715 milhões, 12,45% maior que os R$ 635,8 milhões no mesmo trimestre do ano anterior.

Com isso, o lucro acumulado no ano atingiu R$ 2,634 bilhões, 26,4% maior que no ano anterior. A receita total no quarto trimestre atingiu R$ 1,458 bilhão, aumento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, com crescimento de receitas em todos os segmentos de negócio.

No ano de 2018, a receita total atingiu R$ 5,351 bilhões, alta de 20,6% em relação a 2017. Na mesma comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ou Lajida) recorrente cresceu 28,8% e totalizou R$ 3,424 bilhões em 2018. No quarto trimestre, o Ebitda recorrente atingiu R$ 913,7 milhões, 35,8% superior ao do mesmo período do ano passado.

O endividamento alvo da companhia subiu para 1,5 vezes, considerando a dívida total em relação ao Ebitda, ante 1 vez nos 12 meses anteriores.

Distribuição de até 150% do lucro

O alvo de distribuição do lucro líquido societário aos acionistas teve novas projeções: entre 120% a 150% (antes 70% e 80%), um aumento de quase 100% no chamado “pay out” da companhia. Essa distribuição se dará diretamente, na forma de dividendos e juros sobre capital próprio, ou por meio de recompras de ações no mercado.

Já os “guidances” (projeções) para despesas ajustadas (Opex), depreciação e amortização e despesas atreladas ao faturamento e de investimentos (Capex) para 2019 foram reafirmados.

Projeções

A empresa manteve as projeções relacionadas a despesas ajustadas, depreciação e amortização, despesas atreladas ao faturamento e investimentos para 2019, no intervalo entre R$ 1,030 bilhão e R$1,080 bilhão. A Depreciação e amortização deve ficar no intervalo de R$ 950 milhões a R$ 1 bilhão (inclui amortização de intangíveis e mais valia). As Despesas atreladas ao faturamento estão estimadas em um intervalo de R$ 245 milhões a R$ 265 milhões. Já os investimentos são projetados entre R$250 milhões e R$280 milhões.

A bolsa manteve a projeção relacionada à captura de sinergias decorrentes da combinação de negócios entre a BM&FBOVESPA e a Cetip. A B3 espera, a partir do ano 2021, capturar R$ 110 milhões por ano em sinergias de despesas resultantes diretamente da combinação de negócios. Nos anos de 2018 a 2020, espera-se capturar R$ 100 milhões por ano em sinergias. A B3 espera repassar parte das sinergias capturadas aos clientes.

Primeiro ano pós-fusão

O ano de 2018 ficou marcado como o primeiro completo de operação consolidada da B3 após a fusão entre a BM&F e a Cetip, destaca Gilson Finkelsztain, presidente da B3. Segundo ele, a companhia realizou um amplo e profundo exercício de planejamento estratégico, e a partir de 2019, dará início a uma série de projetos e ações concretas que suportem a execução desse plano.

No segmento BM&F, de futuros e derivativos, a receita no quarto trimestre do ano passado foi de R$ 361,9 milhões (24,8% do total), 27,4% maior que no mesmo trimestre de 2017, refletindo aumento dos volumes e da receita por contrato (RPC) média no período. Esse segmento foi positivamente impactado pela exposição ao dólar das receitas de negociação e pós-negociação de contratos futuros de Taxas de câmbio e de Taxas de juros em US$;

No segmento Bovespa, de ações, a receita no quarto trimestre foi de R$ 458,5 milhões (31,4% do total), alta de 49,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. As receitas ligadas aos volumes negociados (negociação e pós-negociação) somaram R$ 443,6 milhões, 50,3% superiores ao mesmo período do ano anterior, refletindo o aumento de 55,3% do volume financeiro médio diário negociado.

No Segmento Cetip e Unidade de Títulos e Valores Mobiliários (UTVM), a receita atingiu R$ 314,3 milhões no trimestre (21,5% do total), aumento de 15,6% sobre o mesmo trimestre do ano anterior. O desempenho desse segmento foi impulsionado pelo aumento da atividade envolvendo derivativos de balcão e instrumentos de captação bancária;

Já no segmento Cetip Unidade de Financiamentos (UFIN), a receita de R$ 142,9 milhões (9,8% do total) foi  31,6% maior que no quarto trimestre de 2017. O crescimento de 17% das receitas do SNG (Sistema Nacional de Gravames) reflete a alta de 7,2% na quantidade de veículos financiados, bem como certos ajustes à tabela de descontos. Já o aumento de 46,5% das receitas do Sistema de Contratos reflete os efeitos do novo modelo de negócio desse serviço nos Estados de São Paulo (SP), Santa Catarina (SC) e Pernambuco (PE) a partir do primeiro, segundo e terceiro trimestres de 2018, respectivamente.

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