Comércio Varejista no Brasil: Cinco das oito atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram avanço anual em Janeiro de 2019

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Em janeiro de 2019, frente a igual mês do ano anterior, o comércio varejista brasileiro mostrou aumento de 1,9%, com perfil predominante de taxas positivas que atingiram cinco das oito atividades pesquisadas.

Entre as atividades em crescimento, os destaques, em termos de composição da taxa, foram para: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,2%), seguido por Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,2%). Ainda com avanço nas vendas frente a janeiro de 2018, encontram-se: Combustíveis e lubrificantes (1,4%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,6%).

Por outro lado, pressionando negativamente o resultado de janeiro de 2019, figuram: Móveis e eletrodomésticos (-2,8%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-27,3%) e Tecidos, vestuário e calçados (-1,2%).

O comércio varejista ampliado, com avanço de (3,5%) frente a janeiro de 2018, registrou a vigésima primeira taxa positiva consecutiva, com o setor de Veículos, motos, partes e peças (8,8%) exercendo a principal influência no varejo ampliado, enquanto o segmento de Material de construção mostrou avanço de 2,2%.

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com aumento de 2,2% frente a janeiro de 2018, registrou a vigésima segunda taxa positiva consecutiva nessa comparação e exerceu o maior impacto na formação da taxa global do varejo em janeiro de 2019. O desempenho da atividade vem sendo sustentado pela estabilidade da massa de rendimento real habitualmente recebida. Porém, na análise pelo indicador acumulado nos últimos doze meses, ao registrar taxa de 3,7%, mostrou relativa estabilidade na intensidade de crescimento, quando comparada as vendas acumuladas até dezembro de 2018 (3,8%).

O segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc., com expansão no volume de vendas de 6,4% em relação a janeiro de 2018, foi a segunda maior contribuição na formação do resultado geral do varejo. O indicador acumulado nos últimos doze meses registrou aumento de 7,4%, sinalizando perda de ritmo em relação ao resultado de dezembro de 2018 (7,6%).

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com aumento de 7,2% nas vendas frente a janeiro de 2018, exerceu a terceira maior contribuição na taxa global do varejo e registrou a vigésima primeira taxa positiva seguida, na comparação com igual mês do ano anterior. A menor variação dos preços do grupamento de produtos farmacêuticos em janeiro de 2019, é fator relevante que vem influenciando positivamente o desempenho do setor. Em termos de resultado acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 5,9% até dezembro para 6,0% em janeiro, o setor mostrou relativa estabilidade no ritmo de crescimento.

A atividade de Combustíveis e lubrificantes, após registrar variação próxima a estabilidade (0,1%) em dezembro de 2018, registrou avanço de 1,4% no volume de vendas em relação a janeiro de 2018. A recente redução dos preços de combustíveis, abaixo da variação média de preços, é fator relevante que vem influenciando positivamente o desempenho do setor, em especial, nos últimos dois meses. O indicador anualizado, acumulado nos últimos doze meses, permaneceu ainda no campo negativo (-4,5%), porém vem registrando recuos menos intensos desde novembro de 2018 (-5,5%).

O segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicaçãomostrou aumento de 1,6% em relação a janeiro de 2018. O indicador acumulado nos últimos doze meses, praticamente estável até dezembro (0,1%), reduziu ritmo das vendas ao mostrar decréscimo de 0,2% nessa comparação.

O segmento de Móveis e eletrodomésticos, com recuo de 2,8% no volume de vendas em relação a janeiro de 2018, exerceu o principal impacto negativo na formação da taxa total do comércio varejista de janeiro de 2019. O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -1,3% até dezembro para -1,9% até janeiro, mantém a perda de ritmo observada desde abril de 2018 (9,6%).

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou de recuo de 27,3% frente a janeiro de 2018 em seu volume de vendas. O comportamento desta atividade vem sendo influenciado pelo continuo fechamento de lojas físicas. Com isso, o indicador anualizado, acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -14,7% para -17,5%, permaneceu no campo negativo e acentuou a trajetória de queda observada desde fevereiro de 2018 (-3,6%).

O setor de Tecidos, vestuário e calçados, com recuo de 1,2% em relação a janeiro de 2018, registrou a segunda taxa negativa consecutiva na comparação mensal e permaneceu pressionando negativamente. Porém, o indicador acumulando nos últimos doze meses (-1,6%) permaneceu praticamente estável em relação ao acumulado até dezembro de 2018 (-1,5%) e manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2018 (7,7%).

O setor de Veículos, motos, partes e peças ao registrar aumento de 8,8% em relação a janeiro de 2018, assinalou a vigésima primeira taxa seguida positiva, exercendo, assim, a maior contribuição no resultado de janeiro para o varejo ampliado. Entretanto, a análise pelo indicador acumulado nos últimos doze meses (14,3%) mostrou leve perda de ritmo em relação ao acumulado até dezembro (15,1%).

Com aumento de 2,2% em relação a janeiro de 2018, o segmento de Material de Construção voltou a mostrar crescimento após resultado negativo em dezembro (-0,6%) nessa comparação. Com isso, o indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 3,5% até dezembro de 2018 para 3,1% até janeiro de 2019, perde ritmo e mantém trajetória de queda iniciada em abril de 2018 (10,3%).

Entenda a Pesquisa Mensal do Comércio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor varejista brasileiro.

Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa cobre todo o território nacional e é divulgada mensalmente, após coleta de dados em mais de 5.700 empresas comerciais, selecionadas a partir do cadastro das empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas (assalariadas e não assalariadas).

A PMC abrange dez grupos de atividades: combustíveis e lubrificantes; supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação; livros, jornais, revistas e papelaria; outros artigos de uso pessoal e doméstico; veículos e motocicletas, partes e peças; e materiais de construção. Os oito primeiros segmentos listados têm receitas geradas predominantemente na atividade varejista. Já os dois últimos (veículos e motos, partes e peças e materiais de construção), englobam varejo e atacado.

Para realização da pesquisa, o IBGE coleta dados sobre a receita bruta mensal das empresas, proveniente da revenda de mercadorias, não deduzidos os impostos incidentes e nem as vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais. Também não estão incluídas as receitas financeiras e não-operacionais. A partir da receita bruta de revenda investigada são construídos indicadores para duas variáveis: Receita Nominal de Vendas e Volume de Vendas.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal do Comércio realizada em Janeiro de 2019.

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