Vale suspende operação na mina de Alegria em Mariana e pressiona contratos futuros de minério

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A Vale(BOV:VALE3) suspendeu temporariamente e de forma preventiva as operações da mina de Alegria, no complexo de Mariana.

A informação consta em fato relevante enviado ao mercado após o pregão desta quarta, 20.

A decisão de parada foi tomada após testes que, sob condição de stress, indicaram resultados  estruturais inconclusivos, não sendo possível garantir sua estabilidade sob tais condições.

A mineradora ressaltou que as “estruturas se encontrarem estáveis”. “Entretanto, sob condição de stress, os resultados obtidos nas análises preliminares de suas estruturas foram inconclusivos, não sendo possível garantir sua estabilidade sob tais condições”, esclareceu a companhia. A Vale disse que os estudos serão aprofundados e, tão logo concluídos com garantia das condições de estabilidade sob condição de stress, as operações serão retomadas.

A Vale estima um impacto potencial máximo na produção de aproximadamente 10 milhões de toneladas por ano.

O corte se soma aos 82,8 milhões de toneladas anuais de capacidade produtiva de minério de ferro interrompidas até então pela Vale, entre decisões de autoridades e da própria empresa, após o rompimento de uma de suas barragens em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro, que deixou mais de 300 pessoas mortas.

A notícia vem no mesmo dia em que o governo de MG informou que “está providenciando a devolução” à Vale do certificado de operação da importante mina de Brucutu, principal ativo da empresa em MG, após a Justiça autorizar na véspera a retomada das atividades.

 A mina de Brucutu, que representa capacidade de produção de 30 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano, havia sido paralisada no início de fevereiro, devido a uma ação movida na Justiça pelo Ministério Público de Minas Gerais.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais, porém, não deu um prazo para a Vale receber a documentação que permite retomar Brucutu.

A nova decisão judicial pressionou os contratos futuros do minério de ferro na China, que caíram quase 6% nesta quarta-feira, maior recuo em três meses, diante de expectativas de maior oferta pela Vale, maior produtora de minério de ferro.

 

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