Biopalma, da Vale, vai pagar R$ 128 mi para recuperar ponte no Pará

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A Biopalma, produtora de óleo de palma controlada pela Vale (BOV:VALE3), chegou a um acordo com o governo do Pará e vai pagar R$ 128 milhões para recuperação da ponte sobre o rio Moju, que cedeu após um acidente com uma balsa que transportava o produto da empresa. O Valor apurou que o acerto não envolveu admissão de culpa pela Biopalma.

A empresa terá 15 dias, contados a partir da homologação do acordo com a Procuradoria-Geral do Estado, para desembolsar o valor à vista. O governo paraense chegou a pedir o bloqueio de bens de seis empresas após o acidente. Além da Biopalma, porém, nenhuma outra empresa fez parte do acordo.

A balsa que atingiu um dos pilares da ponte, e fez com que parte da estrutura desabasse no início deste mês, transportava bucha de palma (ou bucha de dendê) da Biopalma para a Jari Celulose, produtora de celulose no Pará.

Inicialmente, o governo paraense chegou a considerar todas as empresas responsáveis por se caracterizar a responsabilidade solidária. Após discussões com os envolvidos, chegou-se ao acordo na noite de segunda-feira (22).

Conforme a Jari, representantes do Estado do Pará procuraram a empresa no início do ano passado para dar uma destinação a resíduos de palma e de açaí, que têm grande poder calorífico. Como já utilizava biomassa em sua caldeira, a Jari se dispôs a fazer alguns testes com a carga da Biopalma.

Nesse período, segundo a empresa, seu papel limitou-se a receber biomassa em sua unidade, em linha com o que está previsto no Plano Nacional de Resíduos Sólidos.

As informações são do jornal Valor Econômico

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