Eletrobras, Neoenergia, Cielo, BRK e outras empresas

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Ao mesmo tempo em que monitoram o mercado exterior e o andamento da reforma da Previdência após a audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara, os investidores devem ficar atentos nesta quinta-feira ao desempenho das siderúrgicas. O mercado de aço no Brasil e no mundo será discutido em seminário realizado pela S&P Global Platts, com a participação de representantes das empresas de sucata ferrosa, uma das principais matérias-primas na produção do aço, além de usinas siderúrgicas e especialistas na área.

Em energia, o destaque deve ser Eletrobras. Ontem, o presidente da companhia, Wilson Ferreira, afirmou que o relançamento do processo de venda das Sociedades de Propósito Específico (SPEs) será submetido ao Conselho de Administração em reunião que acontecerá entre o final de abril e o começo de maio. Serão ofertadas, conforme ele, as 47 SPEs que não atraíram interessados no leilão do ano passado em um total de R$ 1,5 bilhão. Segundo Ferreira, a ideia é concluir a venda das SPEs ainda no primeiro semestre.

Eletrobras

O presidente da Eletrobras disse também que existe decisão de abrir mão do controle da companhia via capitalização ou privatização. “Eu entendo que capitalização é mais importante”, disse. E reiterou ainda que as equipes do Ministério de Minas e da Economia se articulam para definir até junho a melhor alternativa não só para a empresa, mas a mais viável de ser aprovada no Congresso.

Ainda no setor, olho em Neoenergia, que realiza estudos e trabalhos preparatórios para potencial oferta pública inicial de distribuição de ações (IPO, na sigla em inglês), mas ainda não foram tomadas decisões para isto. A empresa lembra que em março tomou conhecimento de um requerimento dos seus acionistas institucionais para que a companhia realize estudos e conduza os trabalhos para realizar a oferta.

Neoenergia

A Neoenergia divulgou fato relevante tendo em vista declarações do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmando que a participação do BB-BI Investimentos na elétrica será desinvestida por meio de oferta pública de distribuição de ações da companhia ainda no primeiro semestre.

Conforme noticiou o Broadcast, os bancos, inclusive, já foram contratados. São eles: o próprio Banco do Brasil, o Bank of America Merrill Lynch (BofA) e o JPMorgan.

Cielo

Atenção também em Cielo. O presidente da companhia, Paulo Caffarelli, afirmou que a queda das ações da adquirente por dois dias seguidos pode refletir uma “visão equivocada” quanto aos resultados futuros da companhia e o desenho da concorrência no mercado de cartões. “Reafirmo o guidance de lucro de R$ 2,3 bilhões a R$ 2,6 bilhões neste ano. Não temos intenção de revisar o guidance”, disse ele, em breve comentário ao Broadcast.

Na divulgação da projeção, a companhia informou que o intervalo previsto considerava o ambiente competitivo atual no setor de meios de pagamento com reajuste de preço no segmento de médios e pequenos lojistas; investimentos em companhias publicitárias e no lançamento de novos produtos e serviços e reforço do time comercial com a contratação de executivos de vendas.

BRF

No setor de alimentos, o destaque deve ficar com BRF. Ontem, a companhia comunicou ao presidente da Comissão de Avicultura da Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carlos Sérgio Bonfim de Andrade, que os abates de frango da unidade de Carambeí (PR) serão suspensos por até cinco meses, a partir de 27 de maio. Em carta a qual o Broadcast Agro teve acesso, a empresa diz que “se trata de uma decisão pontual e leva em conta uma necessidade de ajustar estoques de produtos nas operações da companhia”.

Ainda de acordo com o documento, a BRF afirma que os países que são abastecidos pela unidade paranaense continuarão sendo atendidos integralmente pela produção de outras plantas da empresa. A planta de Carambeí exporta frango, majoritariamente, para o mercado muçulmano, no segmento halal, com exceção da Arábia Saudita. Uma fonte informou ao Broadcast Agro que no momento não há planos de suspensões de abates em outras unidades da empresa. Procurada pela reportagem, a BRF informou em nota que “a decisão reforça a estratégia já anunciada de manter os estoques em níveis adequados para a operação da companhia, ao mesmo tempo em que priorizará gestão da oferta para assegurar o equilíbrio do sistema produtivo”.

Minerva

Em Minerva, o destaque é a informação de que a empresa exerceu ontem a opção de resgate da totalidade dos Bonds perpétuos, e representativos de dívida emitidos no exterior pela sua subsidiária Minerva Luxembourg S.A., com taxa de juros de 8,75%. Segundo a empresa, o valor principal agregado dos títulos liquidados foi de US$ 70.483.000,00, sendo que o valor total pago pela Minerva foi de US$ 72.024.815,63, o que inclui juros acruados. A empresa ressalta que este era o instrumento de dívida mais caro da companhia.

(Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News

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