Lucro do Santander no 1º tri sobe 21,9%, para R$ 3,5 bi; retorno aumenta para 21,1% ao ano

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O Banco Santander Brasil (BOV:SANB11) encerrou o primeiro trimestre deste ano com um lucro líquido recorrente (sem eventos especiais) de R$ 3,485 bilhões, 21,9% superior aos R$ 2,859 bilhões do mesmo período do ano passado, informou hoje o banco. O lucro da subsidiária do banco espanhol foi também 2,3% superior ao do quatro trimestre.

Com isso, o retorno sobre o patrimônio líquido, medida de desempenho dos bancos, atingiu 21,9%, acima dos 19,1% do mesmo trimestre do ano passado e igual ao do quarto trimestre. Considerando eventos extraordinários, o lucro no primeiro trimestre foi de R$ 3,415 bilhões, 21,1% superior ao do mesmo período do ano passado e 2,3% acima do quarto trimestre.

O banco apresentou ganhos no trimestre com a redução da inadimplência no crédito e o aumento das receitas de prestação de serviços. A Margem Financeira Bruta, que mostra o quanto o banco ganhou com suas atividades menos as despesas, ficou em R$ 10,758 bilhões, crescimento de 5,9% sobre o ano passado. A Receita de Prestação de Serviços alcançou R$ 4,519 bilhões, um aumento de 9,5% e as despesas com Crédito de Liquidação Duvidosa caiu 2,1%, para R$ 2,596 bilhões.

Já as despesas administrativas subiram 11,5%, para R$ 2,783 bilhões, enquanto as de pessoal ficaram praticamente estáveis, com aumento de 0,4%, para R$ 2,783 bilhões.

A carteira de crédito do Santander cresceu 10,8% em 12 meses, para R$ 310,7 bilhões, puxada principalmente pelas pessoas físicas, cuja carteira teve um aumento de 20,1%, para R$ 136,556 bilhões. O Financiamento ao Consumo cresceu 17,9%, para R$ 51,421 bilhões. Já a carteira de pequenas e médias empresas cresceu menos, 8,7%, para R$ 35,8 bilhões, e a de grandes empresas caiu 3,6%, para R$ 86,898 bilhões.

O Índice de Eficiência do banco, que compara suas despesas com suas receitas de crédito, serviços e participações, e portanto quanto menor, melhor, caiu de 40% em 2018 para 39,8% este ano. O Índice de Basileia do banco, que compara o patrimônio da instituição com os ativos ponderados pelo risco, e que mostra o potencial de crescimento do crédito da instituição, subiu de 15,27% para 15,43% em 12 meses.

A inadimplência acima de 90 dias, porém, piorou, passando de 2,9% em 2018 para 3,1% este ano. A piora ocorreu principalmente em pessoas físicas, área em que o banco cresceu mais o crédito, passando de 3,7% para 3,9% da carteira. Em pessoas jurídicas, houve queda para 1,9%, ante 2% no ano passado. O Índice de Cobertura, ou seja, a parcela de provisões que o banco tem para cobrir as perdas com inadimplência, caiu para 195,4%, ante 216,1% no ano passado. A inadimplência acima de 60 dias, que indica a tendência de atrasos, subiu de 3,6% no ano passado para 3,8% no primeiro trimestre deste ano. Mas está estável em relação ao quarto trimestre.

O banco encerrou o ano com 2.286 agências, 28 a mais que em março do ano passado, e 1.420 Postos de Atendimento, 194 a mais. O total de funcionários, porém, caiu de 48.855 em março do ano passado para 48.232 este ano, uma redução de 623 empregados. Mas o banco contratou mais 220 funcionários no primeiro trimestre.

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