Azul pode ajustar voos dependendo do leilão da Avianca

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A Azul (BOV:AZUL4) pode ajustar a capacidade de voos dependendo do leilão da Avianca Brasil, disse John Rodgerson, diretor-presidente, em teleconferência com analistas sobre os resultados financeiros do primeiro trimestre deste ano.

O executivo comentou que vê um aumento da receita operacional por assentos-quilômetro oferecidos (rask, na sigla em inglês) devido à redução no número de voos da Avianca.

Durante a teleconferência, Alex Malfitani, vice-presidente da Azul, comentou que a companhia aérea “teve um bom Carnaval e um início de segundo trimestre forte”. “Estamos otimistas com o cenário de crescimento.”

Rodgerson afirmou ainda que a empresa enxerga grande potencial de crescimento no transporte de cargas no país. No fim de março, a companhia aérea e os Correios anunciaram que desistiram do plano de realizar uma joint venture para o transporte de mercadorias.

Rodgerson comentou que a logística não é um problema para quem vive em São Paulo ou na região Sul do país, mas em outras localidades a realidade é diferente.

De janeiro a março deste ano, a receita da Azul Cargo cresceu 41% na comparação com o mesmo intervalo de 2018. A expectativa é que, à medida que a empresa adicionar aviões maiores e de nova geração à frota, a demanda por este serviço também aumentará.

A Azul obteve um lucro líquido de R$ 137,7 milhões no trimestre, um recuo de 20% em base anual. As demonstrações financeiras deste ano e do mesmo trimestre de 2018 consideram os efeitos da adoção da norma contábil IFRS 16.

O resultado foi afetado pelo crescimento de 21,3% dos custos e despesas operacionais, que acabaram ofuscando o avanço de 16% da receita líquida, levando o lucro operacional a recuar 10%, para R$ 335,6 milhões.

A receita líquida passou de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,5 bilhões, alta de 15,3% na receita de transporte de passageiros e o crescimento de 34,3% em outras receitas, esta última puxada pelo aumento de 41% da receita de cargas.

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