Balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 16,577 bilhões nos quatro primeiros meses de 2019

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O saldo acumulado da balança comercial brasileira nos quatro primeiros meses de 2019, período que contou com oitenta e dois dias úteis, é de US$ 16,577 bilhões. Esse valor é 8,74% inferior ao superávit registrado entre janeiro e abril de 2018 (US$ 18,165 bilhões), período que também contou com 82 dias úteis.

Pela média diária, o saldo comercial dos primeiros quatro meses do ano (US$ 202,2 milhões) também foi 8,74% menor que a média diária dos quatro primeiros meses do ano anterior (US$ 221,5 milhões).

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Exportações Brasileiras entre Janeiro e Abril de 2019

No período entre janeiro e abril de 2019, as exportações brasileiras somaram US$ 72,343 bilhões. Esse valor é 2,74% menor que os US$ 74,380 bilhões exportados pelo país nos quatro primeiros meses de 2018 (entre janeiro e abril de 2018). Uma vez que ambos os períodos contam com o mesmo número de dias úteis, a média diária de exportações do período atual (US$ 882,2 milhões) também acabou ficando 2,74% menor que a média diária de exportações do mesmo período do ano anterior (US$ 907,1 milhões).

Comparando as exportações brasileiras por produtos agregados dos quatro primeiros meses de 2019 em relação a igual período de 2018, observamos retração nos produtos manufaturados (-7,3%, para US$ 26,335 bilhões) e semimanufaturados (-1,1%, para US$ 9,700 bilhões), e crescimento nas vendas de produtos básicos (+5,8%, para US$ 36,304 bilhões).

No grupo dos produtos manufaturados, ocorreu retração principalmente em: veículos de carga (-51,3%), automóveis de passageiros (-40,0%), autopeças (-21,4%), óxidos e hidróxidos de alumínio (-16,4%), plataforma para extração de petróleo (-16,1%), polímeros plásticos (-13,2%), laminados planos de ferro ou aço (-10,5%), máquinas e aparelhos para terraplanagem (-10,3%), motores para veículos e partes (-4,0%), pneumáticos (-3,9%).

Dentro dos produtos semimanufaturados, as maiores quedas ocorreram nas vendas de: óleo de soja em bruto (-48,8%), açúcar em bruto (-24,1%), couros e peles (-23,4%).

Com relação à exportação de produtos básicos, houve aumento de receita de: algodão em bruto (+76,6%), milho em grão (+59,0%), fumo em folhas (+15,7%), petróleo em bruto (+11,1%), café em grãos (+9,2%), carne suína (+7,7%), carne bovina (+5,9%), soja em grãos (+5,3%) e carne de frango (+3,3%).

Na classificação das exportação por mercados compradores entre janeiro e abril de 2019, decresceram as vendas para o Mercosul (-37,9%, sendo que para a Argentina diminuiu 46,5%, por conta de automóveis de passageiros, veículos de carga, tratores, autopeças, óleos combustíveis, máquinas e aparelhos para uso agrícola, máquinas e aparelhos para terraplanagem, chassis com motor para automóveis, polímeros plásticos, minério de ferro, motocicletas, motores para veículos e partes, fios, cabos e condutores elétricos, pneumáticos), União Europeia (-17,3%, por conta de plataforma para extração de petróleo, minério de ferro, soja em grãos, petróleo em bruto, tubos de ferro fundido, óleos combustíveis, máquinas e aparelhos para terraplanagem, ferro-ligas, gasolina, silício, motores e geradores elétricos, laminados planos de ferro/aço, madeira compensada ou contraplacada, motores para veículos e partes) e África (-11,6%, em decorrência de açúcar refinado, açúcar em bruto, petróleo em bruto, tratores, chassis com motor para automóveis, tubos de ferro fundido, carne bovina, minério de ferro, soja em grãos, máquinas e aparelhos para terraplanagem).

Por outro lado, cresceram as vendas para a Oceania (+45,9%, por conta de óleos combustíveis, açúcar em bruto, celulose, ônibus e outros veículos para mais de 10 pessoas, tratores, lagostas congeladas, motores e geradores elétricos, óleo de soja em bruto, pneumáticos, calçados), América Central e Caribe (+43,4%, por conta de plataforma para extração de petróleo, cobre em barras, perfis, fios, etc., milho em grãos, chassis com motor para automóveis, perfis e fios de ferro/aço, torneiras, válvulas e partes, soja em grãos, óleo de soja refinado), Oriente Médio (+30,4%, principalmente por conta de aviões, soja em grãos, minério de ferro, carne bovina, partes de motores e turbinas para aviação, motores e turbinas para aviação, farelo de soja, carne de frango, tubos de ferro fundido, cobre em barras, perfis, fios, etc., bovinos vivos, laminados planos de ferro/aço, celulose, café em grãos), Ásia (+9,5%, sendo que China, Hong Kong e Macau cresceu 9,0%, para US$ 20,1 bilhões, por conta de petróleo em bruto, soja em grãos, algodão em bruto, celulose, ferro-ligas, fumo em folhas, açúcar em bruto, minério de cobre, minério de manganês, óleos combustíveis, coque e betume de petróleo, catodos de cobre, madeiras em bruto, papel/cartão p/escrita/impressão, sucos e extratos vegetais) e Estados Unidos (+9,4%, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, gasolina, partes de motores e turbinas para aviação, máquinas e aparelhos para terraplanagem, aviões, ferro fundido, celulose, café em grãos, motores e geradores elétricos, polímeros plásticos, alumínio em barras, perfis, etc., rolamentos e engrenagens, laminados planos de ferro/aço).

Os principais países de destino das exportações, no acumulado janeiro-abril de 2019, foram: 1º) China, Hong Kong e Macau (US$ 20,1 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 9,5 bilhões), 3º) Argentina (US$ 3,2 bilhões), 4º) Países Baixos (US$ 2,8 bilhões) e 5º) Alemanha (US$ 1,8 bilhão).

Importações Brasileiras entre Janeiro e Abril de 2019

Nos quatro primeiros meses do ano, as importações brasileiras somaram US$ 55,766 bilhões. Esse valor é 0,80% menor que os US$ 56,215 bilhões importados pelo país nos quatro primeiros meses do ano anterior (entre janeiro e abril de 2018). Como os dois períodos possuem o mesmo número de dias úteis acumulados, a média diária de importações do período atual (US$ 685,5 milhões) também acabou ficando 0,80% menor que a média diária de importações do período janeiro-abril de 2018 (US$ 685,5 milhões).

No acumulado janeiro-abril de 2019, quando comparado com igual período anterior, houve crescimento em bens de capital (+2,4%) e bens intermediários (+1,6%) e retração nas compras de combustíveis e lubrificantes (-10,4%) e bens de consumo (-4,9%).

Na classificação das importações brasileiras por mercados fornecedores, na comparação janeiro-abril entre 2019 e 2018, diminuíram as compras originárias dos seguintes mercados, a saber: América Central e Caribe (-10,4%, por conta de gás natural liquefeito, instrumentos e aparelhos médicos, álcoois acíclicos e seus derivados halogenados, amônia, semimanufaturados de ferro/aço, artigos de prótese, chumbo em formas brutas, inseticidas e herbicidas, circuitos integrados e micro conjuntos eletrônicos, arroz em grãos, polímeros plásticos), União Europeia (-10,3%, por conta de óleos combustíveis, autopeças, quadros e painéis com aparelhos de comando de distribuição de energia, medicamentos p/ medicina humana e veterinária, laminados planos de ferro/aço, gasolina, automóveis de passageiros, motores para veículos automóveis, construções de ferro fundido, ferro ou aço, prensas para fabricação de painel de madeira, instrumentos de medida e verificação, laminadores de metais, compostos nitrogenados, compostos organo inorgânicos, produtos hortícolas preparados/conservados em ácido acético, aviões), Estados Unidos (-3,4%, por conta de óleos combustíveis, etanol, soda cáustica, autopeças, gás propano liquefeito, partes de motores e turbinas para aviação, instrumentos e aparelhos de medida e verificação, aviões, veículos e materiais para vias férreas, gás butano liquefeito, coque de petróleo, óleos lubrificantes, gasolina) e Oriente Médio (-1,3% por conta de petróleo em bruto, ureia, gás natural liquefeito, enxofre, álcoois acíclicos e seus derivados halogenados, cloreto de potássio).

Por outro lado, cresceram as importações originárias da Ásia (+13,0%, sendo que China, Hong Kong e Macau cresceu 25,6%, por conta de plataforma para extração de petróleo, motores, geradores e transformadores elétricos, circuitos impressos e partes para aparelhos de telefonia, fios de fibras têxteis, sintéticas ou artificiais, dispositivos semicondutores, compostos organo-inorgânicos, adubos e fertilizantes, sulfato de amônio, barras, perfis, fios, chapas, folhas e tiras de alumínio, compostos heterocíclicos, seus sais e sulfonamidas, laminados planos de ferro/aço, inseticidas e herbicidas, aparelhos transmissores ou receptores, máquinas e aparelhos de terraplanagem, circuitos integrados e micro conjuntos eletrônicos), África (+11,5%, por conta de ureia em solução aquosa, petróleo em bruto, alumínio em bruto, gás natural liquefeito, paládio em formas brutas ou semimanufaturados ou em pó, cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado, ródio em formas brutas ou semimanufaturados ou em pó, minérios de manganês e seus concentrados), Mercosul (+6,7%, sendo que da Argentina foi +7,8%, por conta de veículos de carga, trigo em grãos, naftas, cevada em grão, leite e creme de leite concentrado, feijão preto em grãos, garrafas, frascos e outros recipientes de vidro, ureia mesmo em solução aquosa, produtos hortícolas preparados/conservados em ácido acético, pneumáticos, malte inteiro ou partido, não torrado) e Oceania (+3,4%, por conta de hulhas, ácidos carboxílicos, seus anidridos, halogenetos, inseticidas e herbicidas, máquinas e aparelhos para encher, fechar, empacotar, níquel não ligado, vinho de uva, partes e peças para veículos automóveis e tratores, poliésteres, lactose e xarope de lactose).

Os principais países de origem das importações no período foram: 1º) China, Hong Kong e Macau (US$ 13,0 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 9,0 bilhões), 3º) Argentina (US$ 3,6 bilhões), 4º) Alemanha (US$ 3,2 bilhões) e 5º) Coreia do Sul (US$ 1,6 bilhão).

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