Brasil: balança comercial acumulou superávit de US$ 6,061 bilhões em Abril de 2019

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Nas cinco semanas de abril de 2019 (entre os dias 01 e 30), período que contou com vinte e um dias úteis, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,061 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 19,688 bilhões e importações de US$ 13,627 bilhões. Foi o segundo melhor resultado da balança comercial para meses de abril desde o início da série histórica do indicador.

O saldo comercial na primeira semana do mês ficou positivo em US$ 2,334 bilhões. Na segunda semana, a balança comercial registrou um superávit de US$ 1,359 bilhões. Na terceira semana, a balança comercial brasileira também fechou no positivo: US$ 1,119 bilhões. Já na quarta semana, o saldo comercial também ficou no campo positivo: US$ 1,290 bilhões. Por fim, na quinta semana, o Brasil fechou sua conta comercial no vermelho, com um déficit de US$ 41 milhões.

No acumulado do ano, após 82 dias úteis, o país acumula um saldo comercial positivo de US$ 16,577 bilhões, fruto de exportações que totalizam US$ 72,343 bilhões e importações que somam US$ 55,766 bilhões.

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Abril 2019 x Abril 2018

Na comparação com abril de 2018, houve aumento de 22,35% na diferença entre o valor total de bens e serviços exportados e importados (de US$ 5,922 bilhões para US$ 6,061 bilhões). Já pela média diária, a diferença percentual entre abril de 2018 e abril de 2019 também ficou positiva em 22,35%, passando de 282 milhões para 288,6 milhões. Abril de 2018 contou com o mesmo número de dias úteis (21) que abril de 2019.

Abril 2019 x março 2019

Na comparação com o mês anterior, houve crescimento de 20,,28% na diferença entre o valor total de bens e serviços exportados e importados, passando de US$ 5,039 bilhões para US$ 6,061 bilhões). Se considerarmos o saldo comercial médio por dia útil, a diferença de abril de 2019 em relação a março de 2019 ficou positiva em 8,83% (de US$ 265,2 milhões para US$ 288,6 milhões). Março de 2019 contou com dezenove dias úteis, dois a menos que o quarto mês do ano.

Exportações Brasileiras em Abril de 2019

As exportações brasileiras somaram US$ 19,688 bilhões em abril de 2019, valor 8,36% superior ao total de vendas ao exterior realizadas no mês anterior (US$ 18,169 bilhões) e 0,13% menor que a soma de vendas externas registradas em abril de 2018 (US$ 19,714 bilhões).

Dividindo o valor total exportado em abril deste ano pelo número de dias úteis, obteve-se uma média diária de US$ 937,5 milhões. Esse valor é 0,13% menor que a média aferida em abril de 2018 (US$ 938,8 milhões). Já a comparação da média diária das exportações do quarto mês de 2019 com a média diária do mês imediatamente anterior (US$ 956,3 milhões) aponta para uma redução de 1,96% entre os dois períodos.

No mês, a classificação das exportações por fator agregado alcançaram os seguintes valores: produtos básicos (US$ 10,228 bilhões), produtos manufaturados (US$ 6,899 bilhões) e produtos semimanufaturados (US$ 2,562 bilhões). Sobre o ano anterior, cresceram as exportações de produtos semimanufaturados (+7,1%), básicos (+2,1%) e manufaturados (+0,8%).

No grupo dos básicos, quando comparado com abril de 2018, cresceram as vendas principalmente de algodão em bruto (+145,2%, para US$ 123 milhões), carne suína (+51,4%, para US$ 110 milhões), carne bovina (+48,1%, para US$ 416 milhões), petróleo em bruto (+43,5%, para US$ 2,7 bilhões), carne de frango (+36,1%, para US$ 497 milhões), café em grãos (+11,6%, para US$ 330 milhões).

No grupo dos manufaturados, quando comparado com abril de 2018, aumentaram as vendas principalmente de tubos flexíveis de ferro ou aço (para US$ 148 milhões), máquinas e aparelhos para uso agrícola (+208,3%, para US$ 190 milhões), partes de motores e turbinas para aviação (+116,9%, para US$ 144 milhões), torneiras, válvulas e partes (+99,7%, para US$ 110 milhões), gasolina (+81,2%, para US$ 127 milhões), óleos combustíveis (+46,5%, para US$ 792 milhões), aviões (+1,7%, para US$ 368 milhões).

No grupo dos semimanufaturados, quando comparado com abril de 2018, cresceram as vendas principalmente de açúcar em bruto (+25,8%, para US$ 310 milhões), celulose (+25,2%, para US$ 806 milhões), ferro-ligas (+23,7%, para US$ 301 milhões), semimanufaturados de ferro ou aço (+23,7%, para US$ 485 milhões), ouro em formas semimanufaturadas (+12,2%, para 169 milhões).

Na classificação das exportações brasileiras por mercados compradores, cresceram as vendas para os seguintes destinos: Oriente Médio (+79,7%, principalmente por conta de soja em grãos, carne de frango, carne bovina, milho em grãos, bovinos vivos, café em grão, tubos de ferro fundido, aviões, celulose), Oceania (+25,9%, por conta de óleos combustíveis, ônibus e outros veículos p/ mais de 10 pessoas, máquinas e aparelhos p/ terraplanagem, máquinas e aparelhos p/ uso agrícola, café em grão, órgãos e substâncias de animais p/ fármacos, calçados, gelatinas e colas p/ uso industrial, medicamentos para medicina humana e veterinária), Estados Unido (+22,9%, por conta de aviões, semimanufaturados de ferro/aço, máquinas e aparelhos p/ terraplanagem, partes de motores e turbinas para aviação, café em grãos, gasolina, motores e geradores elétricos, ferro-ligas, rolamentos e engrenagens), África (+12,6%, em decorrência de aviões, carne bovina, óleos combustíveis, arroz em grãos, bovinos vivos, tratores, máquinas e aparelhos p/uso agrícola, zinco em bruto, carne de frango) e Ásia (+0,7%, sendo que China, Hong Kong e Macau cresceu 3,4%, para US$ 5,6 bilhões, por conta de açúcar em bruto, ferro-ligas, algodão em bruto, carne bovina, carne suína, carne de frango, óleos combustíveis, polímeros plásticos, couros e peles).

Por outro lado, diminuíram as vendas para o Mercosul (-36,6%, sendo que para a Argentina diminuiu 45,9%, por conta de minério de ferro, óleos combustíveis, soja em grão, óxidos e hidróxidos de alumínio, laminados planos de ferro/aço, fio-máquina, pisos e revestimentos cerâmicos, papel e cartão kraft, polímeros plásticos), América Central e Caribe (-31,7%, por conta de petróleo em bruto, minério de ferro, óleos combustíveis, celulose, arroz em grãos, , papel/cartão p/escrita/impressão, arroz em grão) e União Europeia (-2,9%, por conta de minério de ferro, soja em grão, farelo de soja, semimanufaturados de ferro/aço, celulose, caulim, óleos combustíveis, ferro fundido bruto, minério de alumínio, gasolina, madeira compensada, suco de laranja não congelado).

Restringindo as exportações brasileiras do mês em termos de países, as cinco principais nações compradoras foram: 1º) China, Hong Kong e Macau (US$ 5,995 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 2,821 bilhões), 3º) Argentina (US$ 904 milhões), 4º) Países Baixos (US$ 795 milhões) e 5º) Chile (US$ 510 milhões).

Importações Brasileiras em Abril de 2019

As importações brasileiras somaram US$ 13,627 bilhões no quarto mês de 2019, valor 3,79% maior que o total de compras do exterior realizadas no mês anterior (US$ 13,130 bilhões) e 0,13% menor que a soma de compras externas registradas em abril de 2018 (US$ 13,792 bilhões).

Dividindo o valor total importado em abril deste ano pelo número de dias úteis, obtem-se uma média diária de US$ 648,9 milhões. Esse valor é 1,20% menor que a média aferida no mesmo mês do ano anterior (US$ 656,8 milhões). Já a comparação da média diária das importações do quarto mês de 2019 com a média diária do mês anterior (US$ 691,1 milhões) aponta para um decréscimo de 6,10% entre os dois períodos.

No mês, caíram as importações de bens de capital (-10,0%), bens de consumo (-6,6%) e bens intermediários (-0,2%), enquanto aumentaram as compras de combustíveis e lubrificantes (+10,4%).

Com relação a bens de capital, decresceram, principalmente, quadros com aparelhos controladores programáveis, máquinas e aparelhos mecânicos, laminadores a quente e/ou frio, prensas para fabricação de painéis de madeira, veículos de carga, aviões, unidades de processamento digital, máquinas e aparelhos para encher ou fechar latas, quadros para circuitos elétricos, máquinas e aparelhos para carga e descarga.

No segmento bens de consumo, as principais quedas foram observadas nas importações de automóveis de até 6 passageiros, sobretudos de fibras sintéticas, medicamentos, automóveis de mais de 6 passageiros, mantos de fibras sintéticas, terminais de telefonia celular.

No segmento de bens intermediáriosreduziram as aquisições de sulfetos de minérios de cobre, álcool etílico, ureia, laminados de ferro/aço, naftas para petroquímica, válvulas tipo gaveta, circuitos integrados digitais não montados, motores diesel, vacinas para medicina humana.

No grupo dos combustíveis e lubrificantes, o crescimento ocorreu principalmente pelo aumento de gás natural liquefeito, querosenes de aviação, petróleo em bruto, gasolinas (exceto para aviação), coque, energia elétrica, propanos liquefeitos.

Na classificação das importações brasileiras por mercados fornecedores, na comparação abril 2019/2018, diminuíram as compras originárias dos seguintes mercados, a saber: Oceania (-31,8%, por conta de hulhas, alumínio em bruto, máquinas e aparelhos para tratamento de pedra e minerais, ácido sulfúrico, miudezas de bovinos), União Europeia (-18,5%, por conta de quadros e painéis de distribuição de energia, autopeças, laminados planos de ferro ou aço, laminadores de metais e seus cilindros, automóveis de passageiros, óleos combustíveis, prensas para fabricação de painéis de madeira, motores para veículos e partes), Mercosul (-3,6%, sendo que da Argentina caiu 6,7%, por conta de automóveis de passageiros, nafta, óleo de girassol em bruto, trigo em grãos, gás propano liquefeito, malte inteiro ou partido não torrado, polímeros plásticos, ônibus e outros veículos para mais de 10 pessoas, autopeças).

Por outro lado, cresceram as compras originárias dos seguintes mercados: América Central e Caribe (+73,3%, por conta de gás natural liquefeito, medicamentos para medicina humana e veterinária, desperdícios e resíduos de cobre, borracha natural, pastas, gazes e ataduras, meios de cultura de microrganismos), Oriente Médio (+26,4%, por conta de óleos combustíveis, querosene de aviação, adubos e fertilizantes, alumínio em bruto, compostos heterocíclicos, obras de alumínio, compostos de funções nitrogenadas, petróleo em bruto), África (+29,5%, por conta de gás natural liquefeito, petróleo em bruto, cacau, superfosfatos (adubos/fertilizantes), naftas, platina em bruto, ácido fosfórico),  Ásia (+9,7%, sendo que China, Hong Kong e Macau cresceu 10,7%, por conta de circuitos impressos para telefonia, dispositivos semicondutores, compostos heterocíclicos, compostos organo-inorgânicos, fios de fibras têxteis sintéticas ou artificiais, motores e geradores elétricos, aparelhos transmissores ou receptores, barras, perfis e chapas de alumínio, construções e partes de ferro/aço) e Estados Unidos (+3,1%, por conta de gasolina, medicamentos p/ medicina humana e veterinária, petróleo em bruto, gás propano liquefeito, partes e peças de aviões e helicópteros, hulhas, hidrocarbonetos e derivados halogenados, inseticidas e herbicidas, compostos organo-inorgânicos, adubos e fertilizantes).

Em termos de países, os cinco principais fornecedores foram: 1º) China, Hong Kong e Macau (US$ 2,604 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 2,428 bilhões), 3º) Argentina (US$ 908 milhões), 4º) Alemanha (US$ 793 milhões) e 5º) Coreia do Sul (US$ 442 milhões).

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