CCR registra aumento de 25% no lucro do 2° trimestre; ações operam em alta

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Uma combinação de melhora operacional, controle de custos e geração de receitas de novos negócios elevou o lucro da CCR (BOV:CCRO3)  no segundo trimestre.

A administradora de concessões de infraestrutura anunciou nesta quinta-feira que seu lucro de abril a junho somou de R$ 347,7 milhões, aumento de 25,1% ano a ano, avanço também beneficiado pela baixa base de comparação, já que na mesma etapa de 2018 o resultado tinha sido fortemente atingido pelo efeito da greve dos caminhoneiros, que paralisou o país em maio.

O tráfego consolidado das estradas administradas pela companhia cresceu 7,2% sobre um ano ante. Excluindo-se os números da ViaSul, um novo negócio, e os efeitos da cobrança de pedágio sobre eixo suspenso de caminhões, uma consequência da greve, houve aumento de 4,7%. Além disso, houve aumento de 3,3% no preço das tarifas de pedágio cobradas.

De todo modo, a receita líquida na mesma base subiu 8,8%. Em termos totais, o avanço foi de 19,3%, para R$ 2,23 bilhões, com impulso de novos negócios, incluindo concessões de linhas de metrô em São Paulo.

O resultado operacional da empresa medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 1,38 bilhão no período, alta de 28,9% sobre igual etapa de 2018.

Os custos totais recuaram 1,3% em relação ao segundo trimestre, para R$ 1,7 bilhão.

O resultado operacional da companhia de concessões de infraestrutura, medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 1,38 bilhão no período, alta de 28,9% sobre igual etapa de 2018.

No trimestre anterior, a CCR teve o lucro afetado por despesas ligadas a um acordo de leniência com procuradores do Paraná e de São Paulo para por fim a investigações envolvendo caixa 2 eleitoral e corrupção, teve mudanças em posições-chave no comando da empresa nos últimos meses.

Reação do Mercado

A equipe de análise da corretora Mirae Asset acredita que, no geral o resultado foi bom e em linha com o esperado pelo mercado financeiro. É aguardada uma melhora gradativa e crescente de fluxos em todos os segmentos. A recomendação segue de compra, a corretora espera a revisão de preço alvo, bem como novas licitações e possibilidade de renovação das concessões.

Com isso, as ações da companhia chegaram a avançar 1,37% a R$ 15,53, diminuindo o ritmo de alta para 0,91% a R$ 15,46.

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