Eike Batista é investigado por operar com Bitcoins em nome da esposa

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O empresário Eike Batista, foi preso 08 de agosto e em sua residência os procuradores encontraram anotações fazendo referência ao comércio de Bitcoin, em nome de sua mulher, Flávia Sampaio, conforme informou o Jornal Folha de São Paulo.

Segundo o jornal, Batista teria operado com compra e venda de Bitcoins em nome de sua mulher na exchange Bitcoin Trade, a polícia suspeita que o empresário usava a criptomoeda lavagem de dinheiro.

“Embora a esposa do investigado, sra. Flávia, não esteja sendo investigada, é bem possível, dado o indício de comércio de meio tão usual de lavagem de ativos, que o investigado esteja usando o nome e a conta da esposa para garantir a ocultação de valores produto ou proveito de crimes”, escreveu o Ministério Público Federal.

Eike foi preso em ação da Operação Segredo de Midas, da Polícia Federal. O juiz Marcelo Bretas autorizou o uso das senhas encontradas para acesso às informações. Como mostra o jornal, a operação é fruto da delação premiada do banqueiro Eduardo Plass, dono do TAG Bank, do Panamá.

O Juiz autorizou ainda a prisão preventiva de Luiz Andrade Correia, apontado como funcionário de Eike, além da busca e apreensão em endereços ligados aos filhos do empresário, Thor e Orlin.

De acordo com o Ministério Público Federal, Eike e Correia usavam uma empresa de Plass (TAI – The Adviser Investment) “para compra e venda de ações no mercado financeiro nacional e internacional com o objetivo de manipular os ativos de pessoas jurídicas”. Há ainda suspeitas de operações ilegais na bolsa de valores de Toronto e fraudes nas negociações de ações da MMX, MPX e OGX.

Além disso, a Procuradoria acredita que os dois operavam clandestinamente nas bolsas de valores. Ainda segundo o MP foram movimentados US$ 800 milhões ilegalmente.

Ainda segundo a publicação da Folha, todas as operações suspeitas que envolvem Eike foram realizadas de 2010 a 2013. Bretas considerou a prisão temporária necessária para “busca a obtenção de elementos de informação a fim de confirmar a autoria e materialidade dos delitos”.

“Nessa toada, a imprescindibilidade da medida para a investigação é evidente, assegurando, dentre outros efeitos, que o investigado seja ouvido pela autoridade policial sem possibilidade de prévio acerto de versões com outros sujeitos”, escreveu o magistrado ao decretar a prisão.

O advogado Fernando Martins, que defende o empresário, afirmou que considera a prisão ilegal.

Esta não é a primeira vez que Eike Batista é preso, em fevereiro de 2017 na Operação Eficiência, ele já havia sido preso e solto dois meses depois. Na época ele foi acusado de pagar US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB), processo no qual foi condenado a 30 anos de prisão.

O empresário chegou a ser considerado o sétimo homem mais rico do mundo pela revista Forbes. Em 2012, no auge da operação de seu grupo de empresas de petróleo, mineração e energia, Eike teve uma fortuna calculada em US$ 30 bilhões.

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, determinou que os possíveis 4 mil Bitcoinsvinculados a uma chave pública , asim como carros de luxo e bens apreendidos pela Polícia Federal na Operação Madoff podem ser usados para ressarcir clientes, segundo decisão publicada em 08 de agosto.

Na publicação o Juiz determina que bens e valores bloqueados ou apreendidos pela operação da PF “bem como relativo a qualquer outro processo que seja referente à operação” sejam bloqueados até R$ 106.516,70 para ressarcir um cliente que acionou a empresa judicialmente.

Por Cassio Gusson

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