Futuros dos EUA apontam para a continuidade da recuperação dos mercados

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ÁSIA: As bolsas da região Ásia-Pacífico fecharam sem direção na quarta-feira, com os investidores observando atentamente o yuan chinês, em meio a uma crescente disputa comercial entre os EUA e a China.

O Banco Popular da China (PBOC) estabeleceu a referência oficial do ponto médio do yuan em 6,9996 por dólar, ligeiramente mais fraco do que as expectativas do mercado. O banco central da China permite que a taxa de câmbio aumente ou caia 2% a partir desse número.

O yuan quebrou o nível de 7 contra o dólar na segunda-feira, provocando frenesi em todo o mundo e levando o Departamento do Tesouro dos EUA a rotular a China como um manipulador de moedas.

A “fixação mais forte do que o esperado do yuan chinês ontem e a reiteração de que não buscará uma depreciação competitiva ajudaram a estabilizar os mercados”.

Essas medidas foram tomadas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou inesperadamente na semana passada que novas tarifas seriam lançadas sobre as exportações chinesas a partir de 1º de setembro, intensificando a guerra comercial entre Pequim e Washington.

“A decisão do (presidente chinês) Xi Jinping para permitir que o yuan mergulhe um pouco é o equivalente chinês a um tweet,” disse o ex-secretário de Estado adjunto para o Leste Asiático e Pacífico, Daniel Russel. “É um sinal para os EUA, é um sinal para Donald Trump. Ele acrescentou: “Ei, se você quiser brigar, vai tomar uns socos também. A China não vai rolar, a China é um país grande, uma grande economia e politicamente simplesmente não se deixará intimidar”.

O dia foi de baixa na China continental: o composto de Xangai caiu 0,32%, enquanto o composto de Shenzhen caiu 0,42%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 0,08%.

As ações da fabricante de carros elétricos chinesa BYD, cotadas em Hong Kong, caíram mais de 5% depois que a empresa informou que o volume de vendas em julho caiu cerca de 17% em comparação com o ano anterior. As ações da empresa em Shenzhen caíram 1,11%.

O índice de referência japonês Nikkei caiu 0,33%, com a fabricante de robôs Fanuc caindo 1,56%. O índice Topix, por outro lado, terminou o pregão em Tóquio ligeiramente acima, em 1.499,93 pontos.

As ações da SoftBank Group caíram 0,23%. Após o fechamento do mercado, o conglomerado japonês divulgou lucro operacional trimestral para os três meses encerrados em 30 de junho: caiu 3,7% no ano, para 688,8 bilhões de ienes (US $ 6,49 bilhões), mas superou as expectativas dos analistas.

O Kospi da Coreia do Sul, fechou em queda de 0,41%, com as ações da gigante Samsung Electronics recuando 0,69%.

Na Austrália, o S & P / ASX 200 encerrou o pregão em alta de 0,64%, em 6.519,50 pontos. As mineradoras tiveram mais um dia de vendas. BHP caiu 1,4%, Fortescue recuou 4% enquanto Rio Tinto fechou em baixa de 2,1%.

A rupia indiana negociou em alta de 0,5% em relação ao dólar, com o banco central da Índia cortando as taxas de juros pela quarta vez consecutiva, reduzindo em 0,35% para 5,40% num intuito de fortalecer a economia, com os gastos do consumidor e investimentos corporativos caindo e a produção de capital bens e bens de consumo duráveis ​​desacelerando.

O banco central neozelandês também reduziu sua taxa de juros para uma baixa histórica de 1% na quarta-feira, devido previsões de condições econômicas mais difíceis à frente. O corte de meio ponto percentual foi uma surpresa, com a maioria dos economistas prevendo um corte de 0,25%.

No geral, o índice MSCI Asia ex-Japan recuou 0,05%.

EUROPA: As bolsas europeias operam em alta nesta quarta-feira, com o arrefecimento da guerra comercial EUA-China após tentativa de estabilidade da moeda chinesa.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe 1% durante o pregão da manhã, com o setor de tecnologia liderando os ganhos, enquanto os bancos e recursos básicos operam no vermelho.

O setor bancário está em foco à medida que o índice bancário europeu atingiu o menor nível em um ano, levantando preocupações sobre taxas de juros mais baixas.

Commerzbank registrou um lucro líquido no segundo trimestre de 271 milhões de euros (US $ 303,79 milhões), próximo dos números do período do ano passado, mas superou os 217 milhões de euros esperados pelos analistas. As ações do banco alemão caiam 5% nos primeiros negócios.

Unicredit da Itália registrou aumentou o lucro líquido do segundo trimestre de 1,85 bilhão de euros, maior que os 1,02 bilhão de euros registrados no ano passado, impulsionado pela venda de sua participação no FinecoBank, mas abaixo das expectativas dos analistas. As ações do banco caiam 3,7% no início da sessão.

As ações do ABN Amro caiam 4,4% depois que o lucro do banco holandês superou as estimativas, com um aumento de 1% no lucro líquido do segundo trimestre, para 693 milhões de euros, ante 688 milhões no ano anterior, mas disse ter incorrido em custos extras devido problemas com acusação de lavagem de dinheiro.

O gigante britânico de investimentos Standard Life Aberdeen caem 5,4% depois que o lucro antes dos impostos ajustado cairam no primeiro semestre, enquanto os ativos sob gestão subiram 5%.

A empresa que mais se destaca no índice blue chip da Europa é a empresa alemã de medicina terapêutica Morphosys, que subiu 8,5% no início do pregão após aumentar seu guidance para o ano. Na outra ponta do índice blue chip europeu, a empresa de engenharia britânica Spirax Sarco cai 5,8% após ter revisado sua projeção para o segundo semestre de 2019.

Entre as mineradoras listadas em Londres, Anglo American sobe 1,2%, Antofagasta avança 0,9%, Rio Tinto sobe 0,2%, enquanto BHP perde 0,2%.

A Glencore cai 1,86% após relatar uma queda de 32% no lucro devido queda dos preços do cobre. A mineradora anglo-suíça também revelou que suspenderá a produção na maior mina de cobalto do mundo. A viabilidade econômica de Mutanda, na RDC, foi reduzida devido queda nos preços de cobalto.

A produção industrial alemã caiu em um ritmo muito mais acentuado do que o esperado em junho, alimentando temores de que a maior economia da Europa possa estar caminhando para uma recessão. A produção industrial caiu 1,5% no mês, superando em muito uma queda de 0,4% prevista.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA operam em alta na manhã de quarta-feira, apontando que Wall Street está pronta para continuar a recuperação iniciada na sessão anterior, já que vários bancos centrais globais adotaram políticas de dinheiro fácil em face a um aumento do conflito comercial entre Pequim e Washington.

Sinais de que a China está entrando para estabilizar o yuan parecem ter ajudado a acalmar as preocupações dos investidores com uma guerra cambial global na quarta-feira. Isso ocorreu depois de uma forte pressão de venda no início da semana.

Na terça-feira, o Dow Jones subiu 311,78 pontos, ou alta de 1,21%, ao terminar em 26.029,52 pontos, enquanto o índice S & P 500 subiu 37,03 pontos, ou 1,3%, para fechar em 2.881,77 pontos, impulsionado por um rali das ações de tecnologia da informação e serviços de comunicação, enquanto o Nasdaq Composite Index subiram 107,23 pontos, ou 1,39%, para terminar em 7.833,27 pontos.

Na agenda de dados dos EUA, os pedidos de hipoteca semanais são esperados às 8h00, enquanto os números do crédito ao consumidor para junho serão divulgados às 16h00.

Em notícias corporativas, a CenterPoint, a NRG Energy e a Teva Pharma estão entre algumas das principais empresas que devem relatar seus últimos lucros trimestrais antes do início do pregão.

A Booking Holdings, a Fox Corp e a AIG devem divulgar seus últimos números após o fechamento do mercado.

ÍNDICES FUTUROS – 7h50:
Dow: +0,15%
SP500: +0,19%
NASDAQ: +0,41%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

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