Lucro da Ultrapar cai quase pela metade no 2º tri

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A Ultrapar (BOV:UGPA3) viu seu lucro líquido cair 47%, para R$ 127 milhões, no segundo trimestre de 2019 na comparação com abril e junho de 2018, em meio ao desempenho fraco de Oxiteno e Ipiranga.

A receita líquida também registrou queda, de 18%, para R$ 589 milhões, enquanto o Ebitda registrou baixa de 4%, a R$ 21,693 bilhões.

A Ultrapar afirmou que os volumes de venda da Ipiranga caíram 4%, “influenciado por um ambiente competitivo mais acirrado”.

A companhia encerrou junho com dívida líquida de R$ 8,1 bilhões, ou 2,6 vezes o Ebitda ajustado, ante R$ 8,6 bilhões no fim de março (2,65 vezes).

Na visão dos analistas…

A XP aponta os números como negativos, devido a um resultado mais fraco que o esperado em todas as linhas de negócios. Com relação à Ipiranga, a subsidiária seguiu a tendência observada nas pares BR Distribuidora (BRDT3) e Raízen Combustíveis (na qual a CSAN3 tem 50% de participação), com deterioração das margens devido a um cenário ainda competitivo no mercado e baixo crescimento de volumes, afirma o analista Gabriel Francisco.

Quanto à Oxiteno, afirma, o volume de vendas continua a decepcionar devido à menor demanda nos mercados doméstico e internacional, e margens de produtos petroquímicos ainda pressionadas em função da menor demanda global. Assim, ainda se um cenário muito desafiador para a empresa após vários trimestres de decepção de resultados frente às expectativas do mercado, com poucos destaques positivos nos diferentes segmentos do grupo.

O Credit ainda aponta que o trimestre fraco deve confirmar o setor de distribuição como o que mais decepcionou entre todos que o banco suíço cobrem. “O papel já caiu 31% no ano, mas ainda não parece claro que estamos diante de um ponto de entrada”, afirmam os analistas.

“A Ipiranga entregou um trimestre fraco juntamente com os outros players do setor, mas tanto a Oxiteno quanto Ultragas, Ultracargo, e Extrafarma não trouxeram boas noticias. O case de Ultra não nos parece claro e continuamos com nossa leitura mais conservadora pro papel”, afirmam.

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