Oi dispara mais de 10% com possível reforço de caixa e venda fatiada das operações

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Investing.com – Na parte da tarde desta quarta-feira na bolsa paulista, as ações da Oi chegaram a operar com ganhos de 10,66% a R$ 1,35 para as preferenciais Oi (BOV:OIBR4) e de 14,47% a R$ 0,87 para as ordinárias Oi (BOV:OIBR3), por volta das 11h05. O mercado reage de forma positiva ao noticiário envolvendo a companhia, com a possiblidade da venda dos ativos de forma fatiada e da entrada de R$ 3 bilhões em caixa.

Às 11h49, os papéis diminuíram o ímpeto altista e os ganhos arrefeceram. As preferenciais continuam em alta próxima de 10%, subindo 9,84% a R$ 1,34, enquanto as ordinárias a alta passou para 10,53% a R$ 0,84.

De acordo com a coluna do jornalista Ancelmo Goes, do O Globo, foi aprovado um financiamento internacional para viabilizar a venda de 25% das ações que a tele tem na angolana Unitel, o que pode trazer um reforço de R$ 3 bilhões para a Oi.

Os recursos são considerados fundamentais para que a Oi siga em operação até que seja solucionada sua crise. Uma possibilidade seria a venda da totalidade da empresa em fatais, que incluiria concorrentes, além de nomes como a americana AT&T e companhias chinesas.

A edição de quarta-feira do O Globo cita fontes que confirmam que os acionistas trabalham junto com o conselho de administração para costurar um acordo. A Vivo, que é a maior empresa do setor no país, já demonstrou interesse nos ativos do Norte e Nordeste, com a Claro e TIM  sendo apontadas como potenciais compradas da totalidade da tele, ou de alguma parte, como a rede de fibra ótica.

O jornal informa ainda que de Ricardo Knoepfelmacher, da RK Partners, está conversando com o governo para uma proposta conjunta de fundos de investimentos para arrematar 100% da Oi. A americana AT&T também estaria na disputa, sendo uma possibilidade de seguir no país com a Sky após a fusão com a Warner nos EUA.

O Globo informa ainda que empresas chinesas também teriam interesse na Oi, mas que já informaram que só vão avaliar um investimento após o Congresso aprovar o PLC 79, que vai transferir a concessão para autorização e gerar menos custos com a manutenção da telefonia fixa.

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