Petrobras pagará somente dividendos mínimos até bater meta de desalavancagem

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A Petrobras (BOV:PETR4) pagará apenas dividendos mínimos até atingir sua meta de desalavancagem, prevista para 2020, afirmou nesta sexta-feira a diretora-executiva de Finanças e Relacionamento com Investidores da companhia, Andrea Almeida.

A petroleira tem como objetivo atingir no próximo ano alavancagem medida pelo indicador de dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 1,5 vez.

O indicador foi de 2,69 vezes ao final do segundo trimestre, ante 3,10 vezes no primeiro trimestre e 3,20 vezes ao final de junho de 2018, informou a Petrobras na véspera.

Em meio à busca pela desalavancagem, a empresa está realizando desinvestimentos expressivos, tendo levantado no acumulado do ano até julho 15 bilhões de dólares com vendas de ativos considerados não essenciais, enquanto busca focar esforços na exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas.

“A gente, nesse horizonte até 2020…, está focado em redução da alavancagem e a gente imagina que o dividendo vai ser o mínimo”, disse Almeida, durante teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados do segundo trimestre.

“Não estou imaginando que vai sobrar caixa para a gente fazer mais do que o dividendo mínimo no horizonte da desalavancagem.”

O objetivo, segundo a diretora, é usar caixa para desalavancar.

Em uma fala hipotética, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a petroleira não deveria pagar dividendos até recuperar a sua saúde financeira. Mas atualmente há regras que obrigam a empresa a pagar dividendos mínimos quando há lucro.

“A minha opinião pessoal é que uma companhia como a Petrobras, embora com os progressos que tem realizado na redução de alavancagem da dívida, não deveria pagar dividendo nenhum. Nós deveremos pagar muitos dividendos, bom dividendos para nossos acionistas, quando nós recuperarmos de fato a saúde financeira”, disse Castello Branco.

O trabalho para a redução de dívida já vem dando frutos ao longo dos últimos trimestres. A dívida líquida da empresa totalizou 83,7 bilhões de dólares ao final do segundo trimestre, uma redução 11,9 bilhões de dólares ante o primeiro trimestre.

A companhia informou na véspera que seu Conselho de Administração aprovou a antecipação de distribuição de remuneração aos acionistas sob a forma de juros sobre o capital próprio de 2,6 bilhões de reais, em meio à venda de fatia majoritária na Transportadora Associada de Gás (TAG), que rendeu 33,5 bilhões de reais à petroleira em junho.

“Os melhores dias da Petrobras ainda estão muito à frente de nós. Esperamos aprofundar o processo de criação de valor para os acionistas”, disse Castello Branco, ao encerrar a teleconferência com investidores e analistas para comentar o lucro recorde de 18,87 bilhões de reais no segundo trimestre, impulsionado principalmente pela venda da TAG.

Com Reuters.

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