Ataque de drones a instalações sauditas corta produção de petróleo e preços sobem 19%; alta pode afetar a economia mundial

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O ministro da Energia da Arábia Saudita confirmou que os ataques por drones no sábado (14) contra instalações petroleiras atingiram cerca de metade da produção do país. O ataque reduziu a produção do maior exportador mundial e fez os preços do petróleo subirem 19%, para US$ 71,95 o barril do tipo Brent, referência mundial do produto.

O aumento, se mantido por muito tempo, pode impactar ainda mais a já frágil economia global ao elevar os custos de produção dos países e impedir uma redução maior dos juros nos EUA. O ataque mostra uma mudança na estratégia dos grupos terroristas, de tentar atingir os Estados Unidos e países do Ocidente pela via do petróleo. Nos Estados Unidos, o preço da gasolina subiu 11% e do óleo de calefação, 6,5% nos mercados futuros. Não há previsão de quando a produção será normalizada.

Em uma declaração emitida pela agência de notícias estatal, o príncipe e ministro Abdulaziz bin Salman revelou que os ataques reduziram a produção diária em cerca de 5,7 milhões de barris. A quantidade corresponde a cerca de 5% da oferta global.

O ministro condenou os ataques afirmando que eles tiveram como alvo a oferta e segurança global de petróleo, não apenas a Arábia Saudita.

Representantes sauditas afirmam que vão adotar medidas para compensar qualquer risco de interrupção no mercado global de petróleo. Acrescentaram que vão consertar as instalações rapidamente e usar reservas de petróleo bruto para substituir as perdas.

Os ataques por drones antes do amanhecer de sábado resultaram em explosões e incêndios em instalações da petroleira Saudi Aramco em Abqaiq e Khurais. Oficiais sauditas afirmam que o fogo já está sob controle, mas que o processamento foi paralisado. Abqaiq hospeda a maior unidade de processamento de petróleo do mundo.

Insurgentes Houthis no Iêmen apoiados pelo Irã afirmaram em uma declaração terem realizado os ataques. Mas o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, culpou Teerã e tuitou que “não há evidência de que os ataques tenham vindo do Iêmen”.

Com informações da RTP e da Agência Brasil.

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