Huawei nega interesse em comprar Oi

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A Huawei Technologies e a China Mobile estão explorando uma parceria para entrar na disputa pela Oi (BOV:OIBR3), disse o jornal O Globo neste final de semana, sem citar como obteve a informação. A Huawei, fabricante de celulares que está no meio da guerra comercial entre EUA e China, busca a oferta como uma oportunidade de entrar no mercado brasileiro e expandir seu alcance para a tecnologia 5G, informou o jornal.

Um porta-voz da Oi (BOV:OIBR4) não quis comentar a informação. A Huawei negou interesse em comprar Oi ou qualquer tele no Brasil, segundo informou a Reuters. Funcionários da China Mobile não puderam ser contatados após o horário comercial.

A especulação sobre a proposta ocorre após o Senado ter aprovado um projeto de lei para atualizar a estrutura obsoleta de telecomunicações do país, abrindo caminho para a Oi implementar um plano para vender até US$ 2 bilhões em ativos não essenciais.

No início desta semana, a Suno Notícias informou que a China Mobile apresentou uma solicitação para operar no Brasil e, eventualmente, adquirir a Oi. A Anatel disse em 17 de setembro que não tinha nenhuma informação oficial sobre a solicitação.

A aprovação do Senado também provocou especulações de negociações entre outras empresas. Na semana passada, Telecom Italia e Telefonica Brasil negaram notícias na mídia brasileira de que estariam negociando com a Oi.

A operadora de telecomunicações do Rio de Janeiro quer vender ativos, incluindo sua unidade africana Unitel e concentrar-se na sua rede de fibra ótica, a maior do Brasil, enquanto ingressa na última etapa do plano de recuperação judicial, em curso há dois anos.

A Oi informou ainda que, depois de ouvido o Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio e o MPRJ, o Conselho de Administração elegeu Rodrigo Abreu para assumir o cargo de Diretor Estatutário, sem designação específica, com as funções de Chief Operational Officer – COO, reportando ao Diretor Presidente da Companhia.

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