Oi pode precisar vender telefonia móvel para obter liquidez, diz Bloomberg

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Investing.com – A atual crise de liquidez vivida pela Oi (BOV:OIBR3pode levar a operadora de telecomunicações a vender a unidade de telefonia móvel no Brasil, que é um dos principais ativos da companhia e que estaria avaliada em US$ 4,8 bilhões. As informações foram divulgadas na manhã desta terça-feira pela agência Bloomberg.

Desta forma, por volta das 12h20, as ações da companhia recuavam 1,89% a R$ 1,09.

Além disso, a companhia espera levantar US$ 2 bilhões em ativos considerados não essenciais e que a Oi (BOV:OIBR4) já estão à venda, incluindo torres de celular e operações fora do Brasil. De acordo com a agência, as operadoras rivais estariam dispostas a pagar de sete a oito vezes o Ebitda da unidade, uma vez que acabariam eliminado um concorrente relevante do mercado, citando uma analise de Carlos Sequeira, do BTG Pactual.

Para o BTG, o Ebtida da unidade móvel da Oi estaria avaliado em R$ 2,5 bilhões, porém os números oficiais não são divulgados. Com isso, o valor a ser pago estaria entre R$ 17 bilhões e R$ 20 bilhões.

Procurada pela agência, a Oi não quis comentar sobre a possível venda de sua unidade de telefonia móvel.

Ainda de acordo com a Bloomberg, o conselho da Oi já teria oferecido o negócio de telefonia móvel para concorrentes como a Telefônica e Tim. No entanto, a americana AT&T e a China Mobile também teriam interesse na área de celular. Apesar disso, a Telefônica e a Tim negaram as informações publicadas pelo Valor Econômico.

No final de semana, o jornal O Globo informou que a a Huawei Technologies e a China Mobile estariam avaliando uma parceria para fazer uma proposta por todos os ativos da Oi , sem citar fontes, informação que foi negada pela Huawei.

Atualmente, a Oi é a quarta maior operadora de telefonia móvel no país, com 38 milhões de linhas ativas, o que representa a metade da atual líder de mercado, Vivo, que tem 74 milhões de linhas ativas.

Ainda de acordo com a agência de notícias, os ratings da dívida da Oi devem ser pressionados caso não seja possível vender a participação de 25% na Unitel, a maior operadora de telefonia móvel de Angola, ou obter financiamento de outras fontes, citando recente relatório da Fitch Ratings.

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