“Corrida aos Bancos” da China prova a necessidade do Bitcoin

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O Yingkou Coastal Bank, na China, foi forçado a acumular yuan “atrás do balcão”, enquanto lutava para atender às demandas de saques. Esse é um problema que a China enfrentou várias vezes no mês passado em todo o país. Principalmente depois dos protestos pró-democracia que aconteceram em Hong Kong. As informações são do site BeInCrypto.

Nota: A Corrida aos Bancos, ou corrida bancária, é quando os clientes de um banco realizam saques em massa por diferentes motivos. Historicamente, isso sempre causa problemas de insolvência e podem até levar a instituição à falência.

O sistema bancário da China está mostrando falhas, já que alguns estão lutando para processar saques. A solução tem sido tentar incentivar os depósitos, ao invés dos saques, com os bancos optando por taxas de juros altas na poupança, para então atrair mais clientes e mais dinheiro. Os resultados foram fracos até o momento, mas a narrativa do Bitcoin e da soberania financeira nunca foi tão forte.

O Yingkou Coastal Bank, localizado no nordeste da China, teve que enfrentar por uma “corrida aos bancos” no começo desse mês, com os clientes fazendo fila nas portas. As notícias de uma possível ‘profunda crise financeira’ no Yingkou Coastal Bank se espalharam online, e uma testemunha relatou ter visto “montes de dinheiro” empilhadas atrás de balcões de atendimento.

Desde então, Yingkou acalmou os depositantes e disse que suas operações aparentemente ainda estavam em ‘situação regular’. Em junho, 58% do financiamento de Yingkou  vinha de depósitos, de acordo com a Reuters.

Dai Zhifeng, analista bancário da Zhongtai Securities, observou que alguns pequenos bancos optaram por “operações de alto risco” devido à falta de concorrência. Ele teme que uma crise de liquidez ainda seja possível.

A história é cada vez mais comum na China. Os boatos se espalharam no início deste mês de que Yichuan Rural Commercial Bank estava insolvente e mais de 1.000 clientes preocupados fizeram fila na porta do banco para sacar o dinheiro que tinham em suas contas. A corrida aos bancos levou as autoridades locais a organizar mais de 30 bilhões de yuans (US$4,3 bilhões) em injeções de liquidez, segundo a Bloomberg.

O boato foi relacionado ao ex-presidente do Yichuan Rural Commercial Bank, que está atualmente sob investigação. A partir de agora, o banco afirma que possui “liquidez abundante.”

Embora provavelmente exagerados, os incidentes apontam para um medo extremo do público em relação aos bancos locais. As corridas bancárias estão lentamente se tornando uma realidade na China.

Embora esses bancos não tenham se tornado insolventes, atualmente estão sendo apoiados pelo governo chinês, apesar de o Estado querer se dissociar da industria financeira. O resultado final é um equilíbrio delicado que não é nada seguro.

A Necessidade do Bitcoin é cada vez mais óbvia

Há um tempo, os caixas eletrônicos de Hong Kong estavam sendo bloqueados devido à falta de dinheiro e os caixas eletrônicos do Chile foram congelados devido a um estado de emergência em meio a várias crises políticas e sociais.

As corridas bancárias, apesar de bastante comuns no século XIX, são consideradas coisa do passado.

No entanto, a China agora está vendo rachaduras sem precedentes em seu setor bancário e a enorme influência da China no mercado global significa que seus problemas bancários podem trazer consequências para o resto do mundo.

Toda vez que lemos sobre as corridas aos bancos ou caixas eletrônicos bloqueados, o caso da soberania financeira se torna ainda mais claro.

A necessidade das criptomoedas se torna ainda mais escancarada quando os meios de subsistência das pessoas estão em jogo. É por isso que o mundo precisa de uma moeda digital como o Bitcoin.

Tudo isso ressalta a necessidade de soberania financeira, e isso começa com cada pessoa sendo seu próprio banco.

O Bitcoin é a ferramenta para fazer isso acontecer, mas a transição provavelmente envolverá mais histórias negativas como essa até que o caso da descentralização se torne mais óbvio.

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