Juros reais mais baixos impulsionarão o valuation das companhias

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A precificação histórica dos ativos brasileiros (calculada utilizando o P/L projetados para 12 meses à frente) foi construída em cima de um contexto econômico com juros reais muito mais elevados. Assim, um patamar de juros reais muito abaixo dos níveis observados no passado, e de forma sustentável, se traduzirá em preços mais altos quando comparados com o passado.

Desde a eleição do presidente Bolsonaro, os juros reais de longo prazo vêm caindo de forma consistente, de 6% para 3%, como um reflexo do compromisso fiscal por parte do governo em aprovar as reformas estruturais, assim como a busca por uma relação de dívida-PIB mais saudável.

O compromisso, tanto por parte do Governo como do Congresso, em reorganizar a balança fiscal do país, formaram um contexto de credibilidade que permitiu que os juros caíssem para os níveis atuais, por meio de uma política monetária mais flexível por parte do Banco Central.

Gráfico: Juro Real de Longo Prazo – NTNB-35

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E o Ibovespa continua se valorizando

A grande conclusão que nós tiramos desse exercício é que o Ibovespa ainda tem espaço para uma valorização adicional, e isso pode ser evidenciado quando olhamos para o que chamamos de rendimento dos lucros (earnings yield).

Investidores locais continuam como os protagonistas do mercado.

Estamos vendo um aumento contínuo e consistente nas alocações em ações brasileiras por investidores locais. Com as taxas de juros em queda, os investidores locais estão transferindo seu dinheiro para ações.

Em outubro, a alocação de capital por investidores locais atingiu 12,5%, ante 9,8% em outubro de 2018, mês em que Bolsonaro foi eleito. Apesar do aumento, os níveis de alocação ainda estão abaixo da média de 14% de 2011 a 2014 (prérecessão) e muito abaixo do pico de 22% de 2007.

Os investidores estrangeiros, no entanto, têm sido muito mais cautelosos. Desde a eleição do presidente Bolsonaro, e refletindo um modo global de aversãoa risco, eles não aumentaram muito sua exposição às ações brasileiras.

Em outubro, os fundos de investimento em mercados emergentes(GEM) tinham 8,5% de seu dinheiro alocado em ações brasileiras, um pouco acima do nível de 8% observado em outubro de 2018. As alocações de fundos globais no Brasil foram de 0,47% em outubro, um nível muito baixo.

Acreditamos que um crescimento econômico mais forte deve finalmente direcionar os fluxos estrangeiros para o Brasil.

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