Vale a pena comprar PetroRio?

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Vale a pena comprar PRIO3 (PetroRio) ?

Sim, mas é saudável esperar um pouco.

Após altas de mais de +88 por cento desde o início de novembro, um respiro seria saudável.

O anúncio da compra do restante do campo de Frade, que a PetroRio (BOV:PRIO3) ainda não possuía, foi o gatilho para que as ações deslanchassem.

PRIO parece cara negociando a 12x Ebitda histórico, mas considerando a produção (e geração de caixa) dos campos que a companhia adquiriu em 2019, PetroRio negocia ao redor de 4x ou 5x Ebitda futuro.

Para continuar seu movimento para o alto e avante, PRIO, agora, precisa de mais crescimento.

Uma flecha

PRIO é minha escolha como melhor ação para 2020 — mesmo após subir de 10 para até 37 reais somente em 2019.

 

O motivo é simples: (mesmo após fortes altas) PRIO é barata e possui enormes oportunidades de crescimento explorando os campos que já possui e adquirindo novos.

PetroRio foca apenas em explorar campos maduros e a Petrobras (PETR4), sob o comando de Castello Branco, está se desfazendo de muitos destes campos para focar no pré-sal.

Para PRIO, as oportunidades são imensas.

Oferta de ações

Há tempos PetroRio anuncia que faria uma oferta de ações (follow on) para capitalizar a empresa.

PRIO vê a saída da Petrobras de diversos campos que ficariam perfeitos sob seu comando.

PetroRio adquire campos maduros (com produção declinante), investe em revitalizá-los e em elevar suas reservas.

Ao mesmo tempo, a companhia trabalha arduamente para reduzir custos e melhorar a eficiência dos campos que gerencia.

Tudo isso mantendo o risco exploratório bastante reduzido.

PRIO vs ENAT

PetroRio e Enauta (ENAT3), a antiga Queiroz Galvão Exploração e Produção, são parecidas, mas nem tanto.

Enauta tem a mesma estratégia que quebrou a OGX e a HRT (que deu lugar à PetroRio) – ENAT tenta jogar o jogo das majors, as grandes petroleiras mundiais.

Enauta faz parceria com empresas muito maiores que ela na exploração de campos ainda inexplorados.

O problema é que os investimentos necessários para explorar um novo campo são medidos nos milhões de dólares.

São valores mundanos para as majors, Petrobras vale 400 bilhões de reais, mas são bastante significativos para Enauta, que vale apenas 4,5 bilhões.

Um investimento errado pode acabar com a saúde financeira de ENAT.

Para reduzir o risco exploratório, PRIO só investe em campos com geologia bastante conhecida.

PRIO adquire campos maduros e trabalha na redução de custos.

Quedas são ótimas e saudáveis

Após altas violentas de muitas ações de capitalização mais reduzida em dezembro, iniciamos o ano mais cautelosos.

Tensão no Oriente Médio, Impeachment nos EUA, produção industrial abaixo do esperado no Brasil.

Nada disso foi capaz, até agora, de segurar o otimismo com a bolsa no Brasil.

Claro, estamos ainda no início de um superciclo de alta da bolsa, mas o seguro morreu de velho.

Neste momento, uma balançada da bolsa seria natural.

Seria, inclusive, bastante saudável.

Uma boa oportunidade para os apressadinhos realizarem lucros e para os atrasados entrarem.

A renda variável deve variar.

Continuo absolutamente confiante em minha aposta para o ano que se inicia.

Apesar de não poder contabilizar os resultados, PRIO já é detentora dos direitos econômicos dos campos que comprou em 2019.

A produção da companhia (e os resultados) está crescendo rapidamente.

PRIO deverá aproveitar ações valorizadas para financiar seu plano de expansão.

Podemos, inclusive, ter uma pressão vendedora nas ações quando a oferta for anunciada.

Mas a oferta é o que PetroRio precisa para melhorar seu relacionamento com os bancos e corretoras.

Feita a oferta, as ações terão mais liquidez e serão cobertas pelos analistas – mais uma ótima oportunidade para PRIO vender seu peixe e para as ações engatarem outra pernada para cima.

Se cair, #compreMuitaPRIO.

Se não cair, também compre PRIO.

Atenção:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. Esse texto foi publicado originalmente no site Nord ResearchO artigo foi elaborado por Bruce BarbosaO analista tem 16 anos de experiência no mercado financeiro. Antes de fundar a Nord Research passou pelo BNP Paribas, HSBC e Empiricus Research. É formado em Engenharia de Produção pela USP e possui um MBA pela New York University.

Importante

Em observância ao Artigo 22 da Instrução CVM nº 598/2018, a Nord Research esclarece que oferece produtos contendo recomendações de investimento pautadas por diferentes estratégias e/ou elaborados por diferentes Analistas. Dessa forma, é possível que um mesmo valor mobiliário encontre recomendações distintas em diferentes produtos por nós oferecidos. As indicações do presente Relatório de Análise, portanto, devem ser sempre consideradas no contexto da estratégia que o norteia.

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