Mercados imprimem volatilidade à medida que o Covid-19 avança ao redor do mundo

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ÁSIA: As bolsas asiáticas iniciaram a semana com perdas nesta segunda-feira, com investidores continuando a avaliar o impacto da pandemia sobre a economia global, que continua a se espalhar rapidamente.

O Nikkei do Japão caiu 1,57%, fechando a 19.084,97 pontos, com as ações da gigante do índice, Softbank Group, caindo 4,99%, enquanto o índice Topix, mais amplo, caiu 1,64%, terminando o dia de negociação em 1.435,54 pontos. As ações da Fujifilm, por outro lado, saltaram 5,98% depois que o Nikkei Asian Review informou no fim de semana que o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe disse que o governo iniciará acompanhamento de um medicamento anti-gripe desenvolvido pela empresa para o tratamento do novo coronavírus.

Na China continental, os índices seguiram em baixas, com o composto de Xangai caindo 0,9%, para 2.747,21 pontos, enquanto o composto de Shenzhen caiu 2,11%, para 1.657,55 pontos.

Na Coreia do Sul, o Kospi terminou seu dia de negociação logo abaixo da linha plana em 1.717,12 pontos, ou baixa de 0,04%, enquanto o índice Hang Seng em Hong Kong caiu 1,35%.

Em sentido contrário, o ASX 200 da Austrália contrariou seus pares regionais e fechou em uma surpreendente alta de 7%, fechando em 5.181,40 pontos. No entanto, isso ainda é quase 2000 pontos abaixo das máximas de 20 de fevereiro.

O sub-índice financeiro altamente ponderado avançou 8,8%, à medida que as ações dos chamados Big Four Banks do país dispararam. As mineradoras tiveram ganhos mais modestos. BHP subiu 0,5%, Rio Tinto subiu 0,7%, enquanto Fortescue Metals avançou 2,3%. A produtora de petróleo Woodside Petroleum fechou em alta de 3,6%

Os ganhos coincidiram com o final do trimestre de março, com os gestores de fundos se esforçando para manter suas posições. Um novo pacote salarial de US $ 130 bilhões do governo federal de Canberra ajudou a impulsionar o mercado no final da tarde.

No geral, o índice MSCI Ásia fora do Japão foi 0,3% menor.

Os investidores continuaram observando a evolução do surto global de coronavírus, que já infectou mais de 720.000 em todo o mundo e tirou pelo menos 33.925 vidas, de acordo com os dados mais recentes compilados pela John Hopkins University. Os mercados tem se mostrado voláteis nas últimas semanas, registrando movimentos acentuados em ambas as direções, já que autoridades em todo o mundo anunciaram quantidades vultuosas de estímulos para conter o impacto econômico do vírus.

Segundo analistas, a grande questão para os mercados é se os enormes estímulos introduzido até agora em todo o mundo serão suficientes para ajudar a economia global a suportar o choque econômico das medidas de contenção do COVID-19 e para responder a essa pergunta, é preciso conhecer a magnitude das medidas de contenção e por quanto tempo elas serão implementadas e sugerem que os mercados “provavelmente permanecerão voláteis” até que essa incerteza seja resolvida.

Os preços do petróleo caíram na tarde do horário asiático, com os futuros do Brent caindo 6,58%, para US $ 23,29 por barril, enquanto os futuros do petróleo dos EUA caíram 4,79%, para US $ 20,48 por barril, por conta de não haver sinais de que as diferenças entre a Arábia saudita e Rússia terminarão tão cedo.

EUROPA: Os mercados europeus recuam na manha desta segunda-feira, enquanto a pandemia de coronavírus permanece sob os holofotes dos investidores.

O Stoxx Europe 600 cai 0,54%, após subir 6,1% na semana passada. O benchmark europeu sofre com as perdas dos bancos europeus, depois que o principal órgão regulador da região recomendou que nenhum banco fizesse pagamento de dividendos até o outono.

O DAX 30 da Alemanha cai 0,13%, FTSE 100 do Reino Unido recua 0,52% e CAC 40 da França perde 0,86%.

Em Londres, Anglo American cai 1,8%, Antofagasta recua 3,3%, BHP sobe 1,8%, enquanto Rio Tinto avança 1,1%. As produtoras de petróleo Royal Dutch Shell e BP avançam 2% cada.

O índice de sentimento econômico da zona do euro de março caiu para 94,5, ante 103,4 em fevereiro, registrando a maior queda histórica, por conta dos efeitos do coronavírus, porém a leitura ficou acima da expectativa dos analistas de 93.

O número de mortes por coronavírus na Itália caiu pelo segundo dia consecutivo no domingo.

EUA: Os contratos futuros de ações dos EUA operaram em baixa durante a madrugada desta segunda-feira, com o número de casos de coronavírus nos EUA continuando a aumentar a um ritmo alarmante, após acentuados ganhos na semana passada, provocados, em parte, pela perspectiva de estímulo fiscal e monetário maciço.

Às 8h00 (horário de Brasilia), os futuros dos EUA colocam um pé no território positivo.

O Presidente Donald Trump assinou na sexta-feira um pacote de estímulo de US$ 2 trilhões que inclui pagamentos diretos ao cidadão para conter os danos econômicos causados pelo surto. Na semana passada, o Federal Reserve também lançou uma série de medidas para sustentar a economia, incluindo um programa sem procedentes de compras de ativos.

Na quinta-feira, o Departamento do Trabalho dos EUA registrou um recorde de 3,28 milhões de pessoas que solicitaram subsídios de seguro-desemprego na semana de 20 de março. Esse número superou facilmente o recorde anterior de 695.000 estabelecido em 1982. O sentimento do consumidor americano também caiu para o nível mais baixo em mais de três anos.

Uma queda de 5% nos preços do petróleo também pesa sobre o mercado, uma vez que grandes quedas nos preços de petróleo provocam vendas em outros mercados.

O presidente Donald Trump disse que as medidas de distanciamento social continuarão até o final de abril, alegando que a taxa de mortalidade deve atingir o pico em duas semanas e definiram junho como sua meta de voltar ao normal.

No início deste ano, os analistas esperavam que os ganhos das empresas do S&P 500 aumentassem 4,4% no trimestre janeiro-março. Agora eles esperam que os ganhos caiam 4,1%, de acordo com o FactSet.

Na agenda econômica, às 11h00, está prevista a divulgação das vendas de imóveis residenciais pendentes.

ÍNDICES FUTUROS – 8h00:
Dow: +0,23%
SP500: +0,52%
NASDAQ: +0,62%
OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

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