Taxas de títulos do Tesouro Direto têm movimento misto em primeiro dia de reunião do Copom

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SÃO PAULO – Com os mercados buscando digerir as medidas anunciadas nos últimos dias para minimizar os impactos do coronavírus nas economias mundiais, as taxas dos títulos do Tesouro Direto operam sem movimento definido na manhã desta terça-feira (17).

Hoje, investidores monitoram o início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que irá decidir amanhã o rumo da taxa básica de juros no Brasil. De acordo com a Bloomberg, o mercado de juros futuros aponta para um corte de 0,50 ponto percentual da Selic, ainda que alguns economistas defendam um alívio ainda mais agressivo.

Entre os títulos indexados à inflação, o Tesouro IPCA+2026 oferecia um prêmio anual de 3,44% nesta manhã, ante 3,49% a.a. na tarde de segunda-feira (16). O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 2.666,50 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 53,33 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Os papéis com vencimentos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam uma taxa de 4,10% ao ano, ante 4,05% a.a. anteriormente.

Na categoria prefixada, as taxas apresentavam queda. É o caso do título com prazo em 2026, cujo retorno cedia de 7,49% para 7,39% a.a. Já a rentabilidade do Tesouro Prefixado 2023 recuava de 5,92% para 5,76% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis nesta terça-feira (17):

Em meio a uma série de iniciativas para reduzir os impactos da Covid-19 na atividade brasileira, Paulo Guedes, ministro da Economia, anunciou ontem um pacote de medidas de R$ 147,1 bilhões para atender grupos mais vulneráveis da população e setores específicos da economia.

Após um dia de fortes perdas para as bolsas mundiais, os mercados têm hoje um dia misto, refletindo o fechamento das fronteiras dos países da União Europeia por 30 dias e a afirmação do presidente americano Donald Trump, de que a economia americana está caminhando para uma recessão.

Nesta manhã, por volta das 10h15, o Ibovespa operava em alta de 3,2%, aos 73.417 pontos. O dólar comercial, contudo, também apresentava alta, de 4,6%, a R$ 5,03.

Por  Mariana d’Ávila

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