Oi (OIBR3) é o destaque do dia; Credit Suisse diz que ações estão baratas

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As ações da empresa Oi foram os grandes destaques desta quarta-feira (15), chegando a subir mais de 30% após o Credit Suisse divulgar um relatório em que afirma que as ações estão muito baratas, e elevar a recomendação de venda para neutra.

A empresa também liderou o Ranking de Volume da B3 nesta quarta-feira com mais de 505 milhões de ações negociadas realizados na ação ordinária para um volume financeiro de R$ 312 milhões.

O preço-alvo para as ações (BOV:OIBR3) foi reduzido de R$ 0,70 para R$ 0,50 mas a recomendação foi elevada para neutra, com os analistas afirmando que o preço atual da ação corresponde a apenas 13% do valor patrimonial, ou seja, se a empresa vendesse todos os bens iria pagar muito mais dinheiro aos acionistas do que vale a ação.

A ação fechou em alta de 10,9%, com o preço oscilando entre R$ 0,52 e R$ 0,74. No ano, os papéis estão caindo 26,74%.

As projeções para a receita líquida e Ebitda foram cortadas em 4%, levando os números para R$ 18,8 bilhões e R$ 4,3 bilhões.

Os valores já incorporam o agravamento das tendências no setor móvel, tendo em vista a grande exposição da Oi ao segmento pré-pago.

“Reduzimos ligeiramente nossas receitas de telefonia fixa (residencial e empresas), embora esse negócio deva se mostrar mais resiliente que móvel, em nossa opinião”, diz a Credit Suisse em relatório.

A outra ação da empresa, (BOV:OIBR4), foi a segunda mais alta do dia, fechando em R$ 1,10 (15,18%), oscilando entre R$ 0,91 e R$ 1,21.

“Agora o risco de alta (em cenários otimistas para fusões ou aquisições) começa a ser tão grande quanto o risco de baixa”, acrescentam os analistas.

O banco prevê, neste cenário, que a Oi finalmente venderá sua operação de telefonia celular em 2020, por um preço ao redor de R$ 15,5 bilhões.
“Nós ressaltamos, contudo, que o cenário para a empresa permanece desafiador”, comenta o CS. A Oi ainda está em recuperação judicial, embora tenha reduzido drasticamente seu endividamento nos últimos dois anos. O CS pondera que a perspectiva de geração de caixa da empresa é relativamente baixa.

 

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