Petróleo fecha em queda de 9,34% com preocupação pelo excesso de oferta; Petrobras, Petrorio e Enauta sobem forte

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Os preços do petróleo viraram no fim do pregão e fecharam em baixa nesta terça-feira, na esperança de que os maiores produtores do mundo concordassem em reduzir a produção, sendo atenuados pelo agravamento do excesso de petróleo e pela ameaça de uma recessão global mais profunda do que o esperado.

O petróleo abriu em alta e seguiu com ganhos até a última hora do pregão.

O petróleo bruto West Texas Intermediate, WTI (NYMEX:CL\K20) caiu 9,39%, para fechar em US$ 23,63 por barril. O petróleo Brent (NYMEX:BZ\M20) de referência internacional também caiu 3,4%, ficando em US$ 33,17 por barril.

Mas no Brasil, as empresas correlacionadas com o petróleo tiveram ganhos expressivos até o momento (15:30 horário de Brasília) com destaque para os 14,00% da Enauta (ENAT3), 6,6% da Petrorio (PRIO3) e para os 5,2% da Petrobras (PETR4/PETR3).

Na manhã desta terça, a Petrobras informou descoberta de óleo em poço na bacia de Campos e aprovou a produção de 2,07 milhões de barris por dia.

Os principais produtores de petróleo do mundo, incluindo Arábia Saudita e Rússia, devem concordar em cortar a produção em uma reunião na próxima quinta-feira (09), embora isso dependa da participação dos Estados Unidos, disseram fontes.

“Os preços do petróleo estão se mantendo com as expectativas do mercado baseadas em um acordo para uma redução de produção de 10 milhões de barris por dia (bpd), ou pelo menos perto de 10 milhões de bpd”, disse Harry Tchilinguirian, analista do BNP Paribas.

No entanto, a ameaça de uma grande recessão paira sobre o mercado após o impacto sobre a atividade econômica como resultado da pandemia de coronavírus, com metade da população global sob alguma forma de bloqueio ou medidas de distanciamento social.

A demanda mundial de petróleo caiu em até 30%, coincidindo com os movimentos da Arábia Saudita e da Rússia para inundar os mercados com oferta extra depois que um acordo anterior de produção se desfez.

“Com 28 milhões de bpd de excesso de oferta no mercado de petróleo em abril e 21 milhões de bpd em maio, os cortes globais coordenados de produção que são realmente necessários podem ser grandes demais para os produtores aceitarem; talvez o dobro dos números discutidos “, disse Bjornar Tonhaugen, da Rystad Energy.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros produtores, incluindo a Rússia, um grupo conhecido como OPEP +, vinha reduzindo a produção nos últimos anos, mesmo quando os Estados Unidos aumentaram sua própria produção para se tornar o maior produtor mundial de petróleo.

Há dúvidas de que os Estados Unidos participariam de qualquer ação coordenada para conter a oferta.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira (06) que a Opep não pediu que ele pressionasse os produtores domésticos de petróleo a reduzir a produção para aumentar os preços.

Ele também disse que a produção dos EUA estava diminuindo em resposta à queda dos preços.

“Acho que está acontecendo automaticamente, mas ninguém me fez essa pergunta ainda, então vamos ver o que acontece”, disse o presidente em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.

A ação coordenada dos produtores de petróleo dos EUA normalmente seria uma violação das leis antitruste.

Um pesquisa da Reuters com economistas dizem que uma recessão global está em andamento e provavelmente será mais séria do que o esperado há algumas semanas, sugeriu a última pesquisa.

Outras commodities pelo mundo

O ouro fechou em território negativo nesta terça-feira, 7, em uma sessão marcada pelo maior apetite por risco e, consequentemente, pela menor busca pela segurança do metal. Investidores se voltaram para o fato de que pode haver uma estabilização no avanço nos casos de coronavírus em alguns países, bem como para a possibilidade de mais estímulos econômicos em breve nos Estados Unidos. Além disso, o dólar mais fraco colaborou para o movimento.

O ouro para junho (COMEX:GC\M20) fechou em baixa de 0,60%, em US$ 1.683,70 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

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