ANP amplia prazo para Petrobras concluir vendas de campos de águas rasas e em terra; Produção soma 3 mi bpd

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) postergou para até 31 de dezembro o prazo para que a Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) conclua negociações e submeta à autarquia os termos de venda de campos em terra e em águas rasas de 15 polos, informou a agência nesta segunda-feira.

Os ativos são parte de um amplo plano de desinvestimento da petroleira estatal, que busca focar suas atividades em águas profundas e ultraprofundas, além de reduzir a dívida.

“A ANP decidiu atender à solicitação para ampliação do prazo, devido à crise econômica e à pandemia de Covid-19”, disse a agência em nota.

Com a medida, a agência defendeu que busca atender resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que visa estimular a venda de contratos, em vez de sua devolução, por empresas que não estejam implementando os investimentos necessários ao pleno aproveitamento dos recursos descobertos.

A decisão anunciada nesta segunda-feira se refere a campos dos polos Fazenda Belém, Sergipe Terra 2, Sergipe Terra 3, Miranga, Cricaré, Remanso, Rio Ventura, Recôncavo, Ceará Mar, Sergipe Terra 1, Rio Grande do Norte Mar, Merluza, Carapanaúba/Cupiúba, Garoupa e Peroá/Cangoá.

Produção de petróleo do Brasil em março soma quase 3 mi bpd

A produção de petróleo do Brasil somou 2,973 milhões de barris por dia (bpd) em março, leve alta de 0,1% ante o mês anterior, mas com aumento de 16% na comparação anual, apontaram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta segunda-feira.

Enquanto isso, a produção de gás natural do país recuou 5,6% em relação a fevereiro, para 122 milhões de metros cúbicos por dia, embora registre um avanço de 9,2% na comparação com igual período do ano anterior, acrescentou a ANP.

A Petrobras produziu em março quase 2,2 milhões de bpd de petróleo, alta de 16% no ano a ano, além de 95,6 milhões de m³/dia de gás natural, avanço de 11% ante março de 2019, segundo a ANP. Os números também são levemente superiores aos registrados em fevereiro de 2020.

A estatal, que planejava reduzir o bombeamento a partir do mês de abril, recuou dos cortes recentemente, após passar a ver melhor demanda externa por seus produtos.

Vendas de Diesel sobem 2,5%

As vendas de diesel pelas distribuidoras de combustível do Brasil tiveram alta de 2,5% no primeiro trimestre do ano, somando 13,66 bilhões de litros, informou a reguladora ANP em seu site.

As vendas do combustível mais comercializado no Brasil aumentaram 3,5% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, apesar de contratempos gerados pelas medidas de isolamento para combater o coronavírus.

Distribuidoras de combustíveis, como BR e Raízen, relataram queda nas vendas de diesel em abril, mas disseram anteriormente à Reuters que o transporte da safra de soja e outras atividades agrícolas evitaram um recuo maior na comercialização em uma conjuntura de coronavírus.

Considerando todos os combustíveis, as vendas no primeiro trimestre caíram 0,6%, para cerca de 33 bilhões de litros, pressionadas por um recuo na comercialização de gasolina e etanol hidratado.

As vendas de etanol caíram 3,6% no primeiro trimestre, para 5,15 bilhões de litros, em meio às medidas de isolamento —até fevereiro, registravam alta de 2,3% no acumulado do ano.

No caso da gasolina, acumularam queda de 2,7% no trimestre, para 8,9 bilhões de litros e também vinham registrando alta até o primeiro bimestre, de 2,8%, de acordo com os dados da ANP.

Já as vendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), também conhecido com o gás de cozinha, tiveram alta de 5% no trimestre, para 3,2 milhões de metros cúbicos.

Ativos Reais que rendem de 15% a 20%. Até agora, essas chances eram restritas a investidores milionários e institucionais.

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