Bom dia ADVFN - Entrevista de Powell anima o mercado

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Esse é o Bom dia, Investidor! 18 de maio de 2020, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir!
Após uma sessão de alta mais moderada na Ásia, as bolsas europeias e os índices futuros dos Estados Unidos abrem em alta, com a diminuição de novos casos de coronavírus na Europa e na confiança em relação à recuperação econômica nos Estados Unidos.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em entrevista ontem no programa “60 Minutes”, da CBS, expressou confiança na recuperação econômica dos EUA, mas ressaltou que a retomada pode “demorar um pouco”, arrastando-se até o fim de 2021 ou até se descobrir uma vacina. Porém, ele salientou que não se deve “apostar contra” a economia dos EUA.
O tom positivo na entrevista e a afirmação de que o Fed tem munição suficiente para combater a recessão causada pelas paralisações na atividade, por causa das medidas relacionadas ao coronavírus, fizeram os futuros acelerarem os ganhos.
O WTI (NYMEX:CL\M20) atingiu o maior nível em 2 meses e está sendo negociado a US$ 31,02, com alta de 5,4%. Os futuros internacionais de petróleo Brent (NYMEX:BZ\N20) operam agora em alta de 3,7%, negociado a US$ 33,72.
Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 5,41%, cotados a 691.500 iuanes, equivalente hoje a US$ 97,15
Bitcoin é negociado em queda de -1,01%, valendo US$ 9.570.

Coronavírus

O laboratório americano Sorrento Therapeutics anunciou a descoberta de um anticorpo capaz de evitar a contaminação de células pelo novo coronavírus durante testes em laboratório.

O mundo contabiliza mais de 315 mil mortes e 4,7 milhões de casos confirmados. Os números no Brasil seguem crescendo, com 241.080 casos e 16.122 mortes confirmadas hoje pela Universidade Johns Hopkins. A taxa de letalidade da covid-19 no país ficou em 6,7%, apurada pela relação entre casos confirmados e óbitos.

Quando o agora ex Ministro da Saúde assumiu, o Brasil tinha 3 mil óbitos causados pela Covid-19 e depois de apenas 28 dias no cargo – Nelson Teich pediu demissão na sexta-feira, o país assume o quarto lugar do número total de casos, ficando atrás dos Estados Unidos, Rússia e Reino Unido.

Segundo o jornal Estado de S.Paulo, Bolsonaro deve escolher um ministro que incentive a reabertura da economia e mude os protocolos do uso da cloroquina, gerando mais conflitos de governabilidade e credibilidade.

Brasil

Novamente a crise política no radar, com as denúncias de Paulo Marinho na Folha, que complicam as acusações de interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. A PGR já mandou ouvir o empresário e o chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro sobre o suposto vazamento da Operação Furna da Onça, que pegou Queiroz, e o STF já recebeu petição para ampliar o inquérito. Ainda nesta segunda-feira, o ministro Celso de Mello deve decidir sobre a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, citada por Moro como prova da pressão do presidente.
O mercado estará de olho no veto do presidente Bolsonaro à possibilidade de reajustes de funcionários públicos e policiais no projeto de ajuda aos Estados e municípios. Importante lembrar que o veto é uma exigência do ministro Paulo Guedes.
Os investidores também vão estar atentos as medidas de incentivo à economia e ao projeto que tabela os juros do cheque especial e do cartão de crédito em 20% ao ano, ou 1,53% ao mês, bem abaixo das taxas atuais, que variam de 8% a quase 10% ao mês. Além desse projeto, há outro, que pode ser votado na quarta, que eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido dos bancos. Além do impacto nos lucros dos bancos, as instituições alertam que tabelar os juros provocará retração na oferta de crédito

Ibovespa e dólar sexta-feira

Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou em baixa de -1,84%, aos 77.556 pontos. O Ibovespa encerrou a semana com perdas de 3,37% e acumula perdas de 3,66% na primeira metade de maio, enquanto no ano desvaloriza-se 32,94%.

O dólar encerrou em R$5,861, alta de 0,63%, mas longe dos recordes da semana, em que rondou os R$6,00.  Em 02 de janeiro, valia R$ 4,02 e o real já desvalorizou 45% este ano. O banco central anunciou leilões de swap cambial para rolagem integral de contratos de julho.

Agenda Econômica

Na agenda doméstica, a semana de indicadores começa com boletim Focus do Banco Central, que na última edição ampliou para -4,11% a expectativa de queda do PIB para este ano. A expectativa é de que uma nova redução possa ser projetada pelo mercado, já que o próprio governo elevou a previsão de retração do PIB, este ano, para 4,7%. Nas projeções para câmbio e juros, o Focus passou a projetar uma Selic em 2,5% a.a. ao final de 2020.

O IGP-10 de maio (08h) e os dados semanais da balança comercial (15h) também saem nesta segunda-feira. Na quarta-feira sai a segunda prévia do IGP-M de maio, também com deflação, e a CNI divulga a Sondagem Industrial de abril. Na quinta, sai a prévia da sondagem da indústria e na sexta-feira, o Tesouro divulga o relatório bimestral de despesas e receitas. Sem data definida, a Receita divulga os dados de arrecadação de abril.

Nesta semana, Powell voltará a discursar, na terça-feira (19) e na quinta-feira (21). Adicionalmente, será divulgada na quarta-feira (20), às 15h, a ata da última reunião do Federal Open Market Committee (Fomc) do Federal Reserve (Fed), semelhante ao Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil. Na última reunião, o Fed decidiu manter as taxas entre 0% e 0,25%.

Ainda nos Estados Unidos, uma série de indicadores serão conhecidos, concentrados na quinta-feira (21): pedidos iniciais de seguro-desemprego, que já acumulam 36 milhões em oito semanas, atividade industrial da Filadélfia, PMI industrial e de serviços de maio, vendas de casas usadas em abril e indicadores antecedentes.

A agenda inclui o PIB do Japão, que deve mostrar forte retração no primeiro trimestre, acompanhando a China. Na Zona do Euro, o instituto ZEW divulga levantamento de sentimento econômico de maio. Na quarta-feira sai a inflação ao consumidor de abril e a confiança do consumidor de maio. Na sexta-feira, saem os PMIs preliminares de maio da indústria e de serviços. Na quinta, sai o PMI da indústria do Reino Unido.

Destaques Corporativos do dia

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