Eneva (ENEV3) 1T20: Lucro líquido de R$ 179,8 milhões; Empresa não pretende fazer nova proposta pela AES Tietê

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A geradora de energia elétrica Eneva reportou lucro líquido de R$ 179,8 milhões no primeiro trimestre deste ano, resultado que supera em 38,5% os ganhos do mesmo período de 2019. O desempenho segue um crescimento de 26,2% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que somou R$ 435,3 milhões de janeiro a março de 2020, combinado à redução de 23,7% das despesas líquidas com dívidas.

A Eneva divulgou o resultado trimestral na manhã desta segunda-feira (18). A empresa é negociada na B3 com o código (BOV:ENEV3). Em 2020, o papel desvalorizou 24,38% até o momento.

A receita líquida da companhia teve um crescimento de 53,6% na mesma base de comparação, num total de R$ 939,1 milhões.

Ao tratar de possíveis impactos ao negócio da pandemia do coronavírus, a companhia apontou que, como precaução para preservar o seu fluxo de caixa, captou R$ 410 milhões via debentures e R$ 90 milhões por meio de cédula de crédito.

Teleconferência 1T20

A Eneva não pretende apresentar nova proposta de combinação de negócios à AES Tietê de no momento, afirmo há pouco o diretor-presidente da companhia, Pedro Zinner.

“No atual momento, nossa previsão é concentrar os nossos esforços no nosso plano estratégico. No momento, realmente, não pretendemos apresentar nova proposta para a AES Tietê”, disse o executivo, em teleconferência com analistas sobre o resultado da Eneva no primeiro trimestre.

O diretor de finanças da elétrica, Marcelo Habibe, acrescentou que a empresa vai olhar outras oportunidades de crescimento inorgânico. Segundo ele, companhias que estão passando por dificuldades devido à crise acabam despertando novas oportunidades, inclusive com execução mais simples.

“O momento, também, é de dificuldades financeiras de outras empresas e outros projetos, que acabam levantando outras oportunidades. A gente está olhando essas coisas aqui, continuamos ativos olhando o crescimento da companhia”, afirmou ele, sem detalhar.

No final de abril, após o conselho de administração da AES Tietê ter rejeitado sua oferta, a Eneva informou em comunicado que seguia estudando a possibilidade de formular uma nova proposta.

Ativos Reais que rendem de 15% a 20%. Até agora, essas chances eram restritas a investidores milionários e institucionais.

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