Há vida lá fora: fundos compram R$ 4,5 bi e empresas testam ofertas na B3

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Um dos sinais clássicos de possível recuperação de mercados em tempos de crise é o interesse dos investidores institucionais. Depois de terem feito poucas compras em março, terem vendido em abril, os tradicionais gestores de recursos, nas suas mais diversas modalidades, voltaram às compras em maio. Até dia 26, investiram, em termos líquidos, 4,4 bilhões de reais no mercado, de acordo com dados da B3 do acumulado do mês.

O volume ainda é tímido, mas o sinal é o que importa. São eles que fazem a mágica acontecer, na ativação das ofertas de mercado — muito mais que a pessoa física diretamente, grande compradora até o momento.

As companhias não perderam tempo. A Centauro já colocou na rua uma operação para levantar cerca de 900 milhões de reais — a precificação é no dia 4 — e a Via Varejo está em vias de anunciar uma captação em torno de 2 bilhões de reais.

A companhia de soluções de resíduos Ambipar, do empresário Tércio Borlenghi Júnior, já pegou lugar na fila para os IPOs: retomou o processo que estava parado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A operação ainda está sendo estruturada. Até o momento, a única abertura de capital da crise foi da Estapar, que contou com a compra de 40% do volume pelo controlador André Esteves.

 

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