Hapvida (HAPV3) 1T20: Lucro líquido de R$ 164,6 milhões

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Com um resultado financeiro negativo de R$ 56 milhões, graças a amortização de ativos adquiridos de R$ 96 milhões e maior provisão para ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), a Hapvida registrou lucro líquido de R$ 164,6 milhões, queda de 20%.

A maior operadora de planos de saúde do país em número de usuários é negociada na B3 através do código (BOV:HAPV3). Em 2020, o papel desvalorizou 21,74%.

O Ebtida foi de $ 467,8 milhões no primeiro trimestre, aumento de 55,7%. Já a receita avançou 65% para R$ 2 bilhões com a operadora chegando em março com 4,2 milhões de usuários de planos de saúde e dental. O resultado da companhia mostra impactos da aquisição da São Francisco, no ano passado, por R$ 5 bilhões.

Os casos se intensificaram na segunda quinzena de março. Em abril, teremos um reflexo maior da covid-19. Por um lado, vamos ser compensados porque tivemos menos procedimentos eletivos, mas vale lembrar que temos custo fixo porque temos hospitais. Então, não será um benefício tão relevante”, disse o diretor financeiro da Hapvida, Bruno Cals.

A linha do ressarcimento ao SUS foi uma das que mais aumentaram afetando negativamente os custos e as despesa financeiras. No total, o montante que a Hapvida desembolsou para pagar as despesas de seus usuários que usaram a rede pública de saúde foi de R$ 102,8 milhões no primeiro trimestre. No mesmo período em 2019, esse valor tinha sido de R$ 9,9 milhões.

“A ANS acelerou o processo de cobrança a partir do segundo semestre do ano passado. O valor por usuário que pagamos é o mesmo da média do mercado, mas como temos uma carteira maior, o total acaba sendo mais expressivo”, explicou o diretor financeiro da Hapvida.

 

Ativos Reais que rendem de 15% a 20%. Até agora, essas chances eram restritas a investidores milionários e institucionais.

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