S&P corta nota de crédito da Oi (OIBR4); NYSE notifica empresa

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A Oi, companhia que está em recuperação judicial, informou que a agência de classificação de risco Standard & Poors (S&P) anunciou a revisão do seu rating de crédito.

A empresa é negociada na B3 através dos códigos: (BOV:OIBR3) (BOV:OIBR4)

A Oi teve reduzida a classificação de créditos do emissor de “B” para “B-“ em escala global e de “brA-“ para ‘brBBB’ em escala nacional.

A perspectiva é negativa tanto na escala global quanto nacional.

A pandemia do Covid-19 deve resultar em recessão, com o PIB do Brasil se contraindo 4,6% em 2020, o que deve afetar os resultados da Oi, principalmente os negócios de
linhas pré-pagas e fixas, resultando em pressão sobre a receita média por usuário, diz a S&P em relatório.

A agência prevê que os desafios macroeconômicos impostos pela pandemia prejudiquem a geração de receita e fluxo de caixa da Oi, que, juntamente com uma depreciação material da moeda local, levarão a relação dívida/Ebitda para acima de 7 vezes.

“Além disso, esperamos que o Covid-19 aumente a incerteza em relação à venda de ativos não essenciais, dificultando uma parte essencial do plano de negócios da Oi”, disse a S&P. A perspectiva negativa reflete as restrições de fluxo de caixa e os desafios de execução no plano de investimentos da Oi (capex),
o que poderia limitar sua capacidade de reverter o declínio da receita nos próximos anos, diz o relatório.

Notificação da Nyse

De acordo com as regras da NYSE, a Oi tem um período de seis meses a partir do recebimento do aviso da NYSE para voltar a cumprir novamente o requisito de preço mínimo das ações.

“Como resultado de uma flexibilização temporária concedida à NYSE pela SEC, esse período foi suspenso de 21 de abril de 2020 a 30 de junho de 2020; consequentemente, a Oi deve recuperar a conformidade antes de 22 de dezembro de 2020”, afirmou a tele em comunicado. A empresa é negociada na NYSE através do código (OIBR.C)

Durante esse período, as American Depositary Shares da Oi, cada uma representando cinco ações ordinárias da Oi (“ADSs”), continuarão a estar listadas e a ser negociadas na NYSE, sujeitas ao cumprimento pela companhia de outros requisitos de listagem contínua da NYSE.

“Se não voltar a cumprir o requisito de preço mínimo das ações, a Oi pretende alterar os termos de suas ADSs para aumentar o número de ações ordinárias da companhia representadas pelas ADSs, a fim de voltar a cumprir novamente o requisito da NYSE de preço mínimo das ações. A Oi ainda não determinou a proporção aplicável de ações por ADS, mas pretende defini-la com a expectativa de que, após esta alteração, a Oi cumpra o requisito mínimo de preço das ações da NYSE no futuro próximo”, explicou a companhia.

As alterações dos termos das ADSs devem ser aprovadas pelo Conselho de Administração da Oi. A Oi pretende, se necessário, implementar essa alteração da razão com antecedência suficiente a 22 de dezembro de 2020, para garantir a conformidade antes dessa data.

 

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