Bom dia ADVFN - Preocupação com avanço do coronavírus preocupa os mercados

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Esse é o Bom dia, Investidor! 24 de junho de 2020, com tudo o que você precisa saber antes da Bolsa abrir!

A aceleração de casos de coronavírus em partes do mundo combinada com a escalada da tensão geopolítica entre Estados Unidos e China pesam no mercado financeiro internacional nesta quarta-feira.

Enquanto alimentam esperança com a possibilidade de uma vacina contra o coronavírus até janeiro, os investidores monitoram o aumento de casos da doenças desde a Califórnia até a Alemanha, passando também pelo Brasil, onde o número de óbitos vem registrando recorde diário, em prol da economia.

As ações européias abriram na quarta-feira, com o aumento dos casos de coronavírus nos EUA e além, e os surtos regionais na Alemanha assustaram os investidores.
O sentimento dos investidores foi abalado por um aumento no número de casos da Covid-19 em todo o mundo, à medida que as economias emergem do bloqueio. O consultor de saúde da Casa Branca, Dr. Anthony Fauci, alertou na terça-feira que partes dos EUA estão começando a ver uma “onda perturbadora” de casos do Covid-19.
Na Ásia, a sessão foi mista, com leves ganhos em Xangai (+0,3%) e leves baixas em Hong Kong (-0,5%), enquanto Tóquio ficou de lado (-0,1%). O humor da véspera em Wall Street não ofuscou o temor em relação a uma segunda onda de contágio de Covid-19.
Os contratos futuros de petróleo negociam no vermelho, prolongando as perdas em relação ao dia anterior, depois que os estoques de petróleo dos EUA cresceram mais do que o esperado, aumentando as preocupações com o excesso de oferta.
O WTI (NYMEX:CL\Q20) está sendo negociado a US$ 39,81, com queda de -1,4%. Os futuros internacionais de petróleo Brent (NYMEX:BZ\Q20) operam também em queda de -1,0%, negociados a US$ 42,21.
Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian tiveram alta, cotados a 771.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 109,02
Bitcoin é negociado em queda de -1,27%, a US$ 9.505 e o ouro tem alta de +0,4%, negociado a US$ 1.783.

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Coronavírus

As tendências recentes nos dados do Covid-19 parecem mostrar poucos sinais de desaceleração, pois vários países continuaram relatando um aumento em novos casos e hospitalizações. A Organização Mundial da Saúde relatou um aumento recorde em vários países e negou as alegações de que o aumento dos testes é o único fator por trás dos números mais altos.

O mundo registra 9.273.773 de casos de coronavírus e 477.807 mortes, confirmadas hoje pela Universidade Johns Hopkins.

O Brasil teve 1.374 novas mortes por covid-19 registradas nas últimas 24 horas, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada hoje (23). Com esses acréscimos às estatísticas, o país chegou a 52.645 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus.

A atualização diária traz um aumento de 2,7% no número de óbitos em relação a segunda-feira (22), quando o total estava em 51.217.

O balanço também teve 39.436 novos casos registrados, totalizando 1.145.906. O acréscimo de pessoas infectadas marcou uma variação de 3,5% sobre o número de ontem, quando os dados do ministério registravam 1.106.470 de pessoas infectadas.

Brasil

O Senado aprovou, na sessão de ontem (23), o adiamento do primeiro turno das eleições municipais de 4 de outubro para o dia 15 de novembro. Assim, a data do segundo turno passa para o dia 29 de novembro. O adiamento das eleições em seis semanas se dá em virtude do cenário epidemiológico do novo coronavírus (covid-19) no Brasil e a consequente necessidade de se evitar aglomerações.

A agenda do Senado prevê, a partir das 16h, a análise do projeto de lei do novo marco do saneamento básico, já aprovado pela Câmara. O tema tramita no Congresso desde 2018, quando foram publicadas duas medidas provisórias com o foco de reformular as regulamentações do setor, ainda no governo do ex-presidente Michel Temer.

Com o fracasso das MPs – não votadas em tempo hábil -, o governo Jair Bolsonaro decidiu tratar do novo marco por um projeto de lei.

O projeto busca cumprir as metas do Plano Nacional de Saneamento Básico, que prevê a universalização do acesso à rede de esgosto no Brasil até 2033. O texto muda as regras para prestação de serviços e facilita a entrada de empresas privadas no setor.

O cenário político também segue agitado, com a polícia atrás da mulher de Fabricio Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, acusado de desvio de recursos da Assembleia Legislativa do Rio e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal para que o presidente Jair Bolsonaro seja ouvido no processo que investiga as acusações do ex-ministro Sérgio Moro de tentativa de intervenção na PF. Além disso, prossegue o processo das fake news que investiga os ataques ao Supremo por aliados do presidente.

Na área econômica, os consumidores não poderão usar o novo serviço do WhatsApp que permite pagamentos e transferências de dinheiro, decidiu o Banco Central (BC). A autoridade monetária determinou que as operadoras Visa e Mastercard suspendam as atividades da ferramenta lançada pelo aplicativo de mensagens na semana passada.

Ibovespa e dólar de ontem

O Ibovespa fechou em alta de 0,67%, aos 95.975,16 pontos, com giro financeiro fraco de R$ 26,3 bilhões.

Maiores altas do Ibovespa
GOLL4 +10,86% / R$ 19,90
USIM5 +10,34% / R$ 7,68
AZUL4 +9,06% / R$ 22,50
COGN3 +6,05% / R$ 7,01
YDUQ3 +5,26% / R$ 37,05

Maiores baixas do Ibovespa
IRBR3 -4,96% / R$ 11,50
CPFE3 -3,32% / R$ 30,55
MRFG3 -2,57% / R$ 12,50
LREN3 -2,49% / R$ 41,87
SBSP3 -2,49% / R$ 58,70

As aéreas foram os destaques do Ibovespa, com altas de 10,86% e 9,06%, respectivamente, depois que o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, disse que a empresa tem recursos em caixa para honrar dívida de US$300 milhões que vence em agosto, mas está negociando alternativas para atenuar o débito.

No câmbio, o dólar à vista encerrou em queda de -2,26%, a R$ 5,1517. A moeda seguiu a tendência de baixa nos mercados globais, após Trump confirmar o acordo com a China, que favorece os emergentes exportadores de commodities, e o real voltou a ter o melhor desempenho entre seus pares.

Dólar futuro fechou em queda de 1,91%, a R$ 5,1540, na maior desvalorização em duas semanas. O Banco Central voltou a vender a totalidade dos 12 mil contratos de swap cambial na rolagem de agosto.

Os juros futuros médios e longos se beneficiaram de dois anúncios do BC e caíram. A exceção foi o DI para janeiro próximo, que terminou estável a 2,04%, após subir em boa parte do pregão, se ajustando à mensagem da ata do Copom, menos inclinada a cortes na Selic. Os prazos de 2025 e 2029 cederam, enxugando prêmio de risco da curva. A regulamentação da compra de títulos privados e medidas para liberar até R$272 bilhões de crédito animou.

Agenda Econômica

O calendário doméstico perde força e traz apenas a sondagem sobre a confiança do consumidor e os dados do BC sobre o setor externo e o fluxo cambial. No exterior, a agenda também está mais fraca, trazendo somente os dados semanais sobre os estoques de petróleo bruto e derivados nos EUA.

🗓 AGENDA ECONÔMICA 🗓 24/06

🇩🇪 Índice Ifo de clima de Negócios (05h00)
🇪🇺 Banco Central Europeu – Reunião de Política Não-Monetária (05h00)
🇧🇷 Sondagem do consumidor FGV mensal (08h00)
🇧🇷 Transações correntes mensal (09h30)
🇧🇷 Investimento estrangeiro direto mensal (09h30)
🇧🇷 Senado – Votação do Marco do Saneamento (10h00)
🇺🇸 Variação de estoques de petróleo EIA (11h30)
🇺🇸 Federal Reserve – Discurso do diretor Charles Evans (13h30)
🇧🇷 Fluxo cambial (14h30)
🇧🇷 Relatório mensal da dívida pública do Tesouro Nacional (14h30)
🇺🇸 Federal Reserve – Discurso do diretor James Bullard (16h00)

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