Equatorial Energia mira privatização do saneamento em Alagoas

LinkedIn

Segundo Valor, Equatorial analisa leilão de concessão de saneamento. Elétrica estuda participar do certame da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), previsto para o fim deste ano.

A Equatorial Energia estuda expandir sua atuação para o setor de saneamento e pode participar do leilão de desestatização da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), previsto para acontecer ainda neste ano.

A intenção de eventualmente estrear um novo braço de negócios foi confirmada ontem pelo presidente da elétrica, Augusto Miranda, em teleconferência de resultados. O executivo explicou que a companhia tem uma área de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) dedicada a estudar uma série de oportunidades de crescimento. “Saneamento é um segmento naturalmente atrativo, estamos olhando sim, até por obrigação”, disse.

Ainda de acordo com Miranda, a aprovação do novo marco regulatório de saneamento pelo Congresso, na semana passada, estimulou a companhia. “Um tema que segurou muito [o interesse] foi a falta do marco regulatório. Na hora que ele vem, com certezas as coisas ficam mais claras e podemos pensar mais firmemente nisso”.

Uma das possibilidades em estudo pela Equatorial Energia é a participação no projeto de desestatização da Casal, que foi estruturado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas, caso queira entrar na concorrência pela concessão dos serviços de esgoto e abastecimento de água na região metropolitana de Maceió, marcada para setembro, a elétrica teria que se associar a uma operadora de saneamento, já que o edital prevê qualificação técnica das licitantes.

A Equatorial já atua em Alagoas por meio de uma distribuidora, que atende 1,0 milhão de consumidores no Estado. O grupo detém outras três concessionárias de distribuição, no Pará, Maranhão e Piauí, que somam mais 6,63 milhões de clientes. Ainda no setor de energia, tem atividades em transmissão, geração e comercialização.

Sobre os impactos da pandemia nos negócios, a elétrica tem observado uma melhora dos índices de inadimplência apurados por suas distribuidoras. Segundo os executivos da companhia, os níveis de inadimplência atingiram 15% a 25% nas primeiras semanas da pandemia, mas caíram para a faixa de 5% a 13% nos últimos dados disponíveis, de meados de maio.

Já em termos de mercado, a energia injetada pelas quatro distribuidoras teve queda de 3% no acumulado de abril e maio, enquanto o valor faturado apresentou redução de 2,2% no mesmo período. Segundo os executivos, a queda de mercado, menos intensa se comparada à média nacional, pode ser explicada pelo perfil mais residencial dos clientes das distribuidoras do grupo.

A Equatorial está avaliando a adesão à “Conta Covid”, empréstimo emergencial ao setor elétrico. Caso decida pela adesão, a companhia teria uma injeção de cerca de R$ 1,6 bilhão. Na avaliação dos executivos, os valores do financiamento, somados aos R$ 5,7 bilhões que o grupo tinha em caixa no encerramento de março, tornam a estrutura de capital da empresa “bastante confortável” para enfrentar a crise.

A companhia fechou o primeiro trimestre deste ano com um lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 439,9 milhões, cifra 106,7% superior à registrada nos primeiros três meses de 2019. A receita operacional líquida alcançou R$ 4,20 bilhões, alta de 25,2% na base anual, enquanto o Ebitda ficou em R$ 1,14 bilhão, elevação de 98,7%.

Conheça o Telegram ADVFN e fique por dentro de tudo que acontece no mercado financeiro. 

Deixe um comentário