Confira os Indicadores Econômicos desta terça-feira (14/07)

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BRASIL

O Banco Central do Brasil – BCB divulgou, nesta terça-feira, o resultado do Índice de Atividade Econômica – IBC-Br referente ao mês de maio de 2020. O indicador subiu  1,31%, dado dessazonalizado, e no comparativo com abril o recuo foi de 9,45%.  Em março, a queda foi de 6,14%, se comparado ao mês anterior. Entre janeiro e fevereiro a alta foi de 0,12% e 0,35% com dados revisados.

Na comparação com maio de 2019, a queda é de 14,24%, sem ajuste. Nos 12 meses até maio de 2020, o índice marcou queda de 2,08%. No ano, o recuo foi de 6,08%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BCB a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor Urbano (CPI-U) aumentou 0,6% em junho, com ajuste sazonal, depois da queda de 0,1% em maio, informou hoje o Departamento de Estatísticas.

Nos últimos 12 meses, o índice de todos os itens aumentou 0,6% ante o ajuste sazonal. O índice de energia aumentou 5,1% em junho, enquanto o índice de gasolina subiu 12,3%. O índice de alimentos também subiu em junho, 0,6%.

Nos Estados Unidos, no relatório junho de 2020, o otimismo para pequenas empresas melhorou ante as perspectivas econômicas. O índice de otimismo para pequenas empresas aumentou 6,2 pontos em junho para 100,6, com oito dos 10 componentes melhorando e dois em declínio. Os dados são do NFIB, que são responsáveis por quase metade dos empregos no setor privado.

Apesar dos fortes ganhos registrados em maio e junho, o índice ainda está abaixo do nível pré-pandêmico de fevereiro de 104,5. O resultado de junho teve como base 670 empresas pesquisadas em todo o país.

Os proprietários esperam melhorar as vendas à medida que a economia continua reabrindo, com as expectativas se recuperando para 13% depois da menor leitura de abril no histórico da pesquisa (-42%). Os proprietários de pequenas empresas continuam otimistas quanto às condições futuras dos negócios e indicam que esperam que a recessão tenha vida curta.

Nos Estados Unidos está prevista apresentação de membros do Federal Reserve.

EUROPA

Na Europa, em maio de 2020, quando os Estados-Membros começaram a atenuar as medidas de contenção do COVID-19, a produção industrial, ajustada sazonalmente, aumentou 12,4% na Zona do Euro e 11,4% na União Europeia, em comparação com abril de 2020, segundo estimativas do Eurostat, o escritório de Estatísticas da União Europeia.

Em abril de 2020, a produção industrial caiu 18,2% na EA 19 e na UE 27. Em maio de 2020, em comparação com maio de 2019, a produção industrial diminuiu 20,9% na EA19 e 20,5% na UE 27.

Comparação anual

Na Zona do Euro em maio de 2020, em comparação com o mesmo mês de 2019, a produção de bens de capital caiu 28,4%, bens de consumo duráveis em 24,0%, bens intermediários em 19,7%, bens de consumo não duráveis em 14,4% e energia em 10,3%.

Na União Europeia, a produção de bens de capital caiu 29,5%, bens de consumo duráveis 23,2%, bens intermediários 18,5%, bens não duráveis 13,4% e energia 10,6%.

Na Alemanha, o indicador ZEW de Sentimento Econômico diminuiu em julho de 2020. As expectativas agora são de 59,3 pontos, 4,1 pontos a menos que no mês anterior. A avaliação da situação econômica melhorou ligeiramente pela segunda vez desde janeiro de 2020. O indicador correspondente está em menos 80,9 pontos, um aumento de 2,2 pontos em relação a junho.

Na Alemanha, a taxa de inflação, medida com a variação ano a ano, ficou em alta de 0,9% em junho de 2020. Portanto, a taxa de inflação aumentou ligeiramente em junho de 2020 (maio de 2020: alta de 0,6%). O Departamento Federal de Estatística (Destatis) também informou que os preços ao consumidor subiram 0,6% em relação a maio de 2020.

Os preços dos bens (total) aumentaram apenas 0,2% entre junho de 2019 e junho de 2020, devido, principalmente, à queda nos preços da energia, -6,2%. A queda nos preços em maio de 2020, -8,5%, ficou por conta do aumento dos preços do petróleo no mercado mundial.

No Reino Unido, o PIB caiu 19,1% nos três meses até maio de 2020, com as contrações generalizadas em toda a economia, entretanto, cresceu 1,8% em maio de 2020.

O setor de serviços caiu 18,9% nos três meses até maio de 2020; a produção industrial caiu 15,5% nos três meses até maio de 2020; e a produção no setor de construção caiu 29,8% nos três meses até maio de 2020.

No Reino Unido, a balança comercial total, excluindo ouro não monetário e outros metais preciosos, diminuiu £5,2 bilhões, para um déficit de £1,7 bilhões nos três meses até maio de 2020, quando as exportações caíram £47,7 bilhões e as importações caíram £42,6 bilhões.

As quedas nas exportações e importações nos três meses até maio de 2020 foram vistas, em grande parte, ao comércio e serviços, que caíram £ 28,7 bilhões e £ 22,2 bilhões, respectivamente. O comércio de mercadorias, excluindo ouro não monetário e outros metais preciosos, registrou queda de £20,3 bilhões nas importações e queda de £19,0 bilhões nas exportações. Os dados são do Governo Britânico.

No Reino Unido, em maio de 2020, o índice de produção permaneceu 19,1% abaixo de fevereiro de 2020, o mês anterior das condições “normais” de negociação e anteriores à pandemia de coronavírus. A produção aumentou 6,0% entre abril de 2020 e maio de 2020, com a indústria fornecendo a maior contribuição ascendente, aumentando 8,4%, a maior alta mensal desde fevereiro de 1979 (9,5%). Foram registrados aumentos nos setores de mineração e pedreiras (5,0%) e água e resíduos (0,5%), compensados por uma queda de eletricidade e gás (queda de 2,5%).

No Reino Unido, o monitor conjunto do British Retail Consortium-KPMG registrou aumento total de vendas no varejo em 3,4%, contra uma queda de 1,6% em junho de 2019. Foi o aumento mensal mais acentuado desde maio de 2018, com as atividades de computação, móveis e decoração de interiores. As vendas online aumentaram e a reabertura de lojas liberou uma demanda reprimida, mas o BRC disse que a crise continua. O relatório mostrou que o crescimento de junho foi o primeiro desde o bloqueio e supera em muito o declínio médio de 6,4% nos três meses anteriores.

ÁSIA

No Japão, a produção industrial caiu 8,9% em maio na relação com o mês anterior. Os embarques caíram 8,9% em relação ao mês anterior. Os estoques caíram 2,6% em relação ao mês anterior. Os dados são do Ministério da Terra.

Na China, as exportações e importações denominadas em dólar aumentaram em junho, à medida que as restrições diminuíam e os países começaram a reabrir suas economias. Os dados alfandegários de junho superaram as expectativas de queda, com as exportações registrando um aumento de 0,5% em comparação com o ano anterior, e as importações saltando 2,7% no mesmo período. Os dados são do Governo Chinês.

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