Embraer (EMBR3) propõe implementação de novo Plano de Demissão Voluntária

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Embraer (BOV:EMBR3) propôs nesta quinta-feira (30) um PDV (Plano de Demissão Voluntária) para todos os seus funcionários, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

O plano da empresa prevê duração até a metade do mês de agosto. De acordo com os sindicalistas, os incentivos para adesão ao programa são os mesmos do PDV apresentado no início de julho, quando a Embraer anunciou uma proposta voltada a funcionários que estavam em férias coletivas e que iniciariam um período de licença remunerada.

Ainda segundo a entidade que representa os trabalhadores, a proposta prevê a indenização referente ao período de estabilidade no emprego, que se encerra em 20 de agosto, adicional de 10% sobre o salário nominal por ano trabalhado, plano médico por seis meses e auxílio-alimentação por seis meses no valor de R$ 450.

Em nota, a Embraer confirmou que conversa com os sindicatos sobre um novo PDV, mas informou que o programa será voltado, além dos funcionários que cumprem licença remunerada, aos aposentados por tempo de serviço ou aqueles com 55 anos de idade ou mais.

“Por conta da crise gerada pela covid-19 em todo o mundo e, em particular, na indústria aeronáutica, a Embraer vem tomando uma série de medidas para proteger a saúde das pessoas e manter a continuidade dos negócios”, disse a empresa, em nota.

Segundo a Embraer, desde março medidas vêm sendo adotadas para preservação de empregos, entre as quais implantação do trabalho remoto integral (home office), concessão de férias coletivas, suspensão temporária dos contratos de trabalho (lay-off), redução da jornada de trabalho e o PDV para um grupo de colaboradores que estava em licença remunerada.

A Embraer informa ainda que seguirá lançando mão de “todos os esforços necessários” para “minimizar o impacto da covid-19 para as pessoas e garantir a adequação necessária da empresa diante da nova realidade do mercado de transporte aéreo global”.

O sindicato diz ser contra o PDV e classificou os incentivos como “irrisórios”. De acordo com os sindicalistas, a fabricante de aeronaves se nega divulgar o número de funcionários que aderiram ao último PDV e dizem que a empresa tem interesse em um novo acordo de layoff.

Além disso, o sindicato diz ter exigido a estabilidade no emprego para todos os trabalhadores, como condição para aceitar o PDV, mas empresa não se comprometeu manter os postos de trabalho.

A proposta do PDV ocorre após a derrocada do acordo para a venda da área de aviação comercial da Embraer para a Boeing.

Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos afirmou que os trabalhadores da empresa não devem pagar pelas estratégias da empresa na negociação com a norte-americana Boeing.

A empresa perdeu receita em meio à pandemia do novo coronavírus, que atingiu com força o setor aéreo no mundo todo.

Por Stella Fontes, Valor

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