Governo do Irã autoriza mineração de Bitcoin em usinas de energia

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A mineração de Bitcoin está evoluindo no Irã e, após aprovar a prática em julho de 2019, o governo do país agora decidiu permitir a mineração de criptomoedas em usinas de energia.

De acordo com Mostafa Rajabi Mashhadi, vice-chefe da Companhia de Geração, Distribuição e Transmissão de Energia (Tavanir), utilizar as usinas do Irã como mineradoras de criptoativos é legal, caso estas cumpram as tarifas licenciadas e tenham as licenças necessárias, reportou o AtozMarkets.

No mês passado, o Ministério da Indústria, Minas e Comércio do país emitiu mais de 1.000 licenças para mineradoras de moedas digitais, embora nem todas estejam atualmente ativas.

Agora, de acordo com Mashhadi, é a vez das usinas de energia. Contudo, elas não podem se beneficiar de subsídios, informou.

As mineradoras de Bitcoin e outras criptomoedas estão iniciando suas operações no Irã para aproveitar as tarifas subsidiadas de eletricidade no país.

De acordo com a legislação, essas operações recebem 4.800 Riais iranianos (R$0,0005877 na cotação nesta quinta-feira, 30) por um quilowatt-hora.

Isso representa metade da taxa de exportação de eletricidade no outono, inverno e primavera.

O faturamento, no entanto, será baseado no preço de exportação de eletricidade no verão, que acontece de junho a setembro no país, aumentando quatro vezes para 19.300 riais/kw (R$0,002360).

Os custos de eletricidade para mineradoras no Irã são baixos, de US$0,01 a US$0,05 por quilowatt-hora (kWh), mas Tavanir anunciou que reduzirá até 47% das contas de eletricidade para os mineradores durante os períodos de pico de consumo.

Tal iniciativa deve atrair a atenção dos mineradores por todo o mundo, já que o Irã tem se mostrado mais aberto às criptomoedas.

Segundo publicação da IRNA:

“As usinas de energia devem enviar seus pedidos e seguir a tarifa aprovada estabelecida para os centros de mineração de criptomoedas.”

Em fevereiro, Saeed Muhammad, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, propôs o uso de criptoativos para escapar das sanções dos EUA, afirmando que “para contornar as sanções, precisamos desenvolver soluções com a troca de produtos e o uso de criptomoedas com nossas parcerias (em outros países)”.

Por Viviane Nogueira

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