Bradesco está em conversas iniciais a respeito de eventual operação envolvendo a companhia de cartões Elo

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O Bradesco (BOV:BBDC4 (BOV:BBDC3) divulgou na noite desta quinta-feira, 6 de agosto, informando que está em conversas iniciais a respeito de eventual operação envolvendo a companhia de cartões Elo.

“O Bradesco informa que está sempre atento a oportunidades de negócios e investimentos, e que está em conversas iniciais com os demais acionistas a respeito de eventual operação envolvendo a Elo Serviços S.A. (Bandeira Elo), não havendo entretanto qualquer decisão concreta ou deliberação em qualquer órgão societário”, explicou o banco.

A informação consta em esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários após a notícia veiculada no último dia 4 de agosto no jornal “Valor Econômico” sob o título: “Bancos discutem oferta ou venda da Elo”.

Na reportagem do Valor consta que os bancos acionistas da bandeira de cartões Elo começaram a discutir possíveis saídas para o ativo após uma sociedade.

Segundo o jornal, em um primeiro momento, Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco e Caixa Econômica Federal analisam realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO), mas corre por fora ainda a possibilidade de venda para uma concorrente.

A Elopar, uma joint venture entre Bradesco (50,01%) e Banco do Brasil (49,99%), controla a bandeira Elo, com 56,969% de participação.

Ainda de acordo com o Valor, há apetite de grandes bandeiras internacionais no negócio e a venda seria uma opção. A notícia foi atribuída a “dois interlocutores”.

Já o Banco do Brasil  também divulgou, em esclarecimento à CVM, que “avalia constantemente oportunidades e alternativas que contribuam com sua estratégia corporativa e que agreguem valor aos seus acionistas. Neste escopo estão sendo realizados estudos, ainda não conclusivos, sobre a participação societária na Elo Serviços”.

Os bastidores das conversas entre BB e Bradesco sobre Cielo e Elo

Segundo a CNN, o Banco do Brasil tem interesse de vender os 28,6% que possui na Cielo, assim como fatias de outras empresas, dentro da lógica do governo Jair Bolsonaro de “privatizar”.

O presidente do Banco do Brasil, Rubens Novaes, provocou barulho hoje no mercado financeiro ao dizer que contratou uma consultoria para “destrinchar” as parcerias que possui com o Bradesco na área de cartões.

O BB contratou uma consultoria para avaliar a Cielo. A empresa teve prejuízo de R$ 75,2 milhões no segundo trimestre, afetada pela pandemia e pela forte concorrência nesse mercado.

Os dois bancos são controladores da Cielo, empresa de maquininhas de capital aberto, e, junto com a Caixa Econômica Federal, também donos da bandeira de cartões Elo.

Pelo acordo de acionistas, se for vender sua participação, o BB precisa oferecer o ativo primeiro ao Bradesco, que detém 30% da empresa, o que ainda não ocorreu. O mercado ficou animado com a notícia e as ações da companhia subiram 10,69%.

A expectativa dos investidores é que o Bradesco não só compre a fatia do Banco do Brasil como também feche o capital da companhia. Mas fontes envolvidas nas conversas descartaram essa possibilidade.
No caso da Elo, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa começaram a preparar a empresa para abrir o capital na bolsa. A percepção é que a companhia tem muito valor a ser “destravado” no mercado. A Elo, no entanto, ainda teria um longo caminho a percorrer até estar pronta para vender suas ações.

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