Cemig (CMIG) 2T20: Lucro líquido de R$ 1,04 bilhão

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A elétrica Cemig registrou lucro líquido de R$ 1,04 bilhão no segundo trimestre, cerca de 50% abaixo dos ganhos de R$ 2,11 bilhões registrados no 2T19. A diferença aconteceu, segundo a empresa, pelo reconhecimento, no segundo trimestre de 2019, de créditos de PIS/Pasep e Cofins sobre o ICMS, no montante de R$ 1,9 bilhão

Os resultados da Cemig (BOV:CMIG3) (BOV:CMIG4) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 14/08/2020.
Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – ficou praticamente estável no segundo trimestre, em R$ 1,8 bilhão. Excluindo itens não recorrentes, ele caiu 11,3%, para R$ 941,2 milhões, com a margem ajustada passando de 19% para 17,1%.
→ A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais S.A.) é uma sociedade de economia mista e de capital aberto controlada pelo governo do Estado de Minas Gerais, que detém cerca de 51% das ações ordinárias da empresa. A companhia está presente em 22 Estados e atende a mais de 17 milhões de pessoas. Com mais de 150 mil investidores em quase 40 países, os papéis da Cemig são negociados nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri. Com sede em Minas Gerais, o grupo atua nas áreas de geração, transmissão, comercialização e distribuição de energia elétrica, soluções energéticas e distribuição de gás natural. A elétrica possui valor de mercado de R$ 15,9 bilhões. Confira a Análise completa da empresa com informações exclusivas.
O resultado também foi afetado pelo reconhecimento dos ajustes positivos da Revisão Periódica da Receita Anual Permitida (RAP), no montante de R$ 283,7 milhões e pela reversão parcial, de R$ 313,6 milhões da perda no valor recuperável do investimento na Light, classificado como mantido para venda, reconhecida no primeiro trimestre de 2020, no montante de R$ 402 milhões.
receita líquida foi de R$ 5,9 bilhões, queda de 15,4%. No período, a receita com fornecimento bruto de energia elétrica recuou 6,4%, com a receita com energia vendida a consumidores finais caindo 4,2%.

A Cemig informou que houve redução de 21,3% e 12,2% na quantidade de energia vendida ao setor industrial e comercial, respectivamente, devida, principalmente, às medidas de contenção da covid-19, que levaram ao fechamento de comércios e indústrias, além de serviços não essenciais. A classe residencial apresentou um aumento de 4,3% no consumo, com o crescimento no número de consumidores.

A receita de concessão de transmissão subiu 138,8%, para R$ 300 milhões, com a remensuração da base de remuneração por meio da revisão periódica da RAP, homologada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 30 de junho, resultando em um ajuste de R$ 198,7 milhões.

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