Confira os Indicadores Econômicos desta quinta-feira (06/08/2020)

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EUROPA

Na Itália, o em junho de 2020, o índice de produção industrial, ajustado sazonalmente, aumentou 8,2% em relação ao mês anterior. A variação da média dos últimos três meses em relação aos três meses anteriores foi de -17,5%. O índice de produção industrial ajustado do calendário diminuiu 13,7% em comparação com junho de 2019 (os dias úteis do calendário são 21 versus 20 dias em junho de 2019). O índice de produção industrial não ajustado diminuiu 11,0% em relação a junho de 2019. Os dados são do Istat.

No Reino Unido, as empresas de construção sinalizaram uma expansão acentuada e acelerada da atividade comercial durante julho, liderada por outro forte aumento na construção de casas. Em 58,1 pontos em julho, ante 55,3 em junho, o índice de atividades totais de construção IHS Markit / CIPS UK, ajustado sazonalmente, ficou acima do limite de 50,0 pelo segundo mês consecutivo. A leitura mais recente sinalizou a expansão acentuada do trabalho geral de construção desde outubro de 2015.

No Reino Unido, o Banco Central manteve a taxa de juros em 0,1%. Porém, a declaração do presidente do banco, Andrew Bailey, de que não há planos de aplicar taxas de juros negativas nos próximos meses, apesar da “posição restrita” a instituição, ficou no destaque. O Comitê também decidiu manter inalterado o tamanho do programa de compra de títulos do banco central em £745 bilhões (US$ 981 bilhões).

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego, para a semana fechada em 01 de agosto, ficaram em 1.186 milhão, com recuo em 249 mil e ajuste sazonal. O resultado é no comparativo com a semana anterior, conforme mostrou o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos nesta manhã.

O nível da semana anterior foi revisado em 1.000 de 1.434 milhão para 1.435 milhão. A média móvel de quatro semanas foi 1.337.750, uma redução de 31.000 em relação à média revisada da semana anterior. Em quatro semanas, a média foi revisada em 250 de 1.368.500 para 1.368.750.

A taxa de desemprego, alinhada com os pedidos do benefício, com ajuste sazonal, ficaram em 11,0% na semana fechada em 25 de julho, queda de 0,6 ponto percentual em relação à taxa não revisada da semana anterior.

O número de pedidos iniciais para o desemprego segurado, com ajuste sazonal, durante a semana encerrada em 25 de julho foi de 16.107 milhões, uma redução de 844 mil em relação ao nível revisado da semana anterior.

Nos Estados Unidos, os cortes de empregos anunciados pelos empregadores saltaram em julho para 262.649, o terceiro maior total mensal já atrás dos 671.129 de abril e dos 397.016 de maio, de acordo com o relatório mensal divulgado pela empresa global de outlets e coaching de negócios e coaching executivo Challenger, Gray & Christmas, Inc.

O total de julho é 54% superior aos 170.219 cortes de empregos anunciados em junho e 576% superior ao total de julho de 2019 de 38.845. Antes da pandemia do COVID-19, o maior total mensal de cortes de empregos era de 186.350 em fevereiro de 2009.

Os cortes do mês passado elevam o total anual até agora para 1.847.696, um aumento de 212% em relação aos 592.556 cortes realizados no ano passado. O total atual no ano é de 109.180 cortes em relação aos 1.956.876 cortes anunciados em 2001, o maior total anual já registrado. Challenger começou a rastrear anúncios de cortes de empregos em janeiro de 1993.

A razão citada para 77.092 dos cortes anunciados são as condições do mercado. A COVID-19 causou 63.517 cortes em julho, seguidos por 60.831 cortes de empregos devido à desaceleração da demanda e 17.069 cortes devido a indenizações / compras voluntárias. O COVID-19 é o motivo de 1.074.904 cortes até agora neste ano.

BRASIL

No Brasil, o número de pessoas ocupadas teve redução recorde de 9,6% no trimestre encerrado em junho, frente ao trimestre anterior: a queda foi de 8,9 milhões de ocupados. Com isso, a taxa de desocupação subiu para 13,3%, uma alta de 1,1 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre encerrado em março. Já o número de desocupados apresentou estabilidade e foi estimado em 12,8 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje pelo IBGE.

Todos os grupamentos de atividade analisados pela pesquisa sofreram queda em relação ao número de ocupados. O comércio foi o setor mais atingido: 2,1 milhões de pessoas perderam suas vagas no mercado de trabalho, uma redução de 12,3% em relação ao último trimestre. Já o contingente de ocupados na construção teve uma redução de 16,6%, o que representa menos 1,1 milhão de pessoas trabalhando no setor. Outra perda considerável foi na categoria de serviços domésticos, em que os ocupados foram reduzidos em 21,1% frente ao trimestre encerrado em março. São 1,3 milhão de pessoas a menos nesse grupamento de atividades.

O contingente de pessoas ocupadas na categoria Alojamento e alimentação também teve redução de 1,3 milhão de pessoas (-25,2%).

No Brasil, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas subiu 9,2 pontos em julho, para 65,9 pontos, recuperando no trimestre maio-junho-julho cerca de metade das perdas do trimestre fevereiro-março-abril. Em médias móveis trimestrais, o IAEmp avançou 8,7 pontos, para 55,1 pontos, após quatro quedas consecutivas.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) se manteve relativamente estável em julho ao variar 0,2 ponto para 97,2 pontos. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. Em médias móveis trimestrais, houve recuo de 0,4 ponto para 98,1 pontos.

No Brasil, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,34% em julho, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando havia registrado taxa de 1,60%. Com este resultado, o índice acumula alta de 6,98% no ano e de 10,37% em 12 meses. Em julho de 2019, o índice havia variado -0,01% e acumulava elevação de 5,56% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,14% em julho, após variar 2,22% em junho. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais passou de 1,78% em junho para 0,52% em julho. O principal responsável por este recuo foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -3,63% para -13,78%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,37% em julho, contra 1,31% em junho.

Fonte Último Instante

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