Confira os Indicadores Econômicos desta segunda-feira (03/08/2020)

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ÁSIA

O Índice do Gerente de Compras da Caixin, na China, subiu em julho, conforme mostrou uma pesquisa privada. O índice PMI, em 52,8 em julho, sazonalmente ajustado, subiu de 51,2 em junho para sinalizar uma melhoria adicional na saúde da economia manufatureira. As condições operacionais agora melhoraram nos últimos três meses, com a recuperação mais recente a mais forte desde janeiro de 2011.

A economia no Japão, encolheu no mesmo ritmo que o estimado anteriormente, conforme dados revisados que continuavam mostrando que o país estava em recessão antes que a pandemia sofresse um impacto maior. O PIB encolheu 2,2% anualizado no primeiro trimestre em comparação com os três últimos meses de 2019, informou o Gabinete do Governo. Economistas previam uma contração de 2,8% após uma rara mudança no ministério das finanças para atualizar seus dados de gastos de capital na semana passada.

Em 45,2 em julho, no Japão, o índice PMI do Jibun Bank Japan passou de 40,1 em junho e o mais alto desde fevereiro. A leitura mais recente ficou abaixo do valor neutro de 50,0, mas notavelmente mais forte do que o mínimo de 11 anos visto em abril (38,4). O número do PMI em julho apresentou taxas de contração muito menores para a produção e novos pedidos.

EUROPA

Na Europa, o Índice Gerente de Compras – PMI de julho mostrou que a economia da Zona do Euro registrou seu primeiro crescimento em um ano e meio, com a produção e a demanda continuando a se recuperar, em consonância com o abrandamento das restrições às atividades relacionadas à doença global por coronavírus (COVID-19). Depois de considerar a sazonalidade, o PMI da IHS Markit Eurozone registrou 51,8, ante 47,4 no mês anterior e uma melhoria na leitura anterior do flash.

Embora modesta, a melhoria geral nas condições operacionais sinalizada pelo PMI foi a primeira ocorrência registrada pela pesquisa desde fevereiro de 2019. Além disso, o crescimento foi generalizado, com todos os grupos de mercado registrando leituras do PMI acima de 50,0 em julho. Bens de consumo tiveram o melhor desempenho, o registro é a expansão mais forte há mais de um ano e meio.

Na Espanha o índice ficou em 53,5 alta em 27 meses; na Áustria, em 52,8, alta em 19 meses; na França, 52,4 com o flash em 52,0, alta em 22 meses; na Itália, em 51,9 com alta em 25 meses; na Alemanha 51,0, com o flash em 50,0 e alta de 19 meses; na Grécia, em 48,6 e baixa por dois meses; e na Holanda, alta em 47,9 com baixa em 4 meses.

No Reino Unido, em julho, houve uma sólida melhoria nas condições operacionais enfrentadas pelos fabricantes, com o crescimento da produção atingindo uma alta de 32 meses, apoiada pelo aumento mais acentuado no volume de novos pedidos desde o final de 2018. O sentimento dos negócios também se recuperou ao seu nível mais alto em 28 meses. Os dados da pesquisa foram coletados entre 13 e 28 de julho. O IHS Markit / CIPS- PMI, ajustado sazonalmente, subiu para uma alta de 16,3 meses em 53,3 em julho, acima de 50,1 em junho e abaixo da estimativa instantânea anterior de 53,6.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, o Índice de Gerentes de Compras – PMI, ajustado sazonalmente, do IHS Markit registrou 50,9 no início do terceiro trimestre, acima dos 49,8 de junho, mas um pouco abaixo da estimativa ‘flash’ de 51,3 divulgada anteriormente. O último número sinalizou uma melhoria marginal no desempenho do setor de manufatura, o primeiro desde fevereiro

Os dados do PMI sinalizaram um novo movimento ascendente, já que os fabricantes registraram a primeira melhoria nas condições operacionais desde fevereiro depois do surto da COVID-19. O crescimento geral foi marginal, mas resultou das primeiras elevações da produção e novos pedidos em cinco meses, à medida que a demanda dos clientes aumentava. A contração no emprego diminuiu, apesar de mais evidências da capacidade não utilizada à medida que novas vendas aumentavam. Um maior otimismo nas perspectivas também se refletiu em uma melhoria na confiança dos negócios. Ao mesmo tempo, os preços dos insumos subiram solidamente, isso em meio à crescente demanda por insumos, enquanto as empresas repassaram parcialmente os custos mais altos aos clientes por meio de um aumento nos encargos.

Nos Estados Unidos, a atividade econômica no setor de manufatura cresceu em julho, com a economia geral atingindo o 3º mês consecutivo para cima, dizem os executivos de suprimentos do país no mais recente relatório de Manufatura do ISM. O PMI de julho registrou 54,2%, um aumento de 1,6 p.p em relação à leitura de junho de 52,6%.

A expansão na economia geral pelo 3º mês consecutivo vem depois da contração em abril, que encerrou um período de 131 meses consecutivos de ganhos. O índice de novos pedidos registrou 61,5%, alta em 5,1 p.p em relação à leitura de junho de 56,4%. O índice de produção registrou 62,1%, alta 4,8 p.p em comparação com a leitura de junho de 57,3%. O índice de pedidos em atraso registrou 51,8%, alta em 6,5 p.p em comparação à leitura de 45,3% em junho. O índice de emprego registrou 44,1%, alta em 2,2 p.p em relação à leitura de 42,1% em junho. O índice de entregas de fornecedores registrou 55,8%, queda de 1,1 p.p em relação aos 56,9% registrados em junho. O índice de estoques registrou 47%, 3,5 p.p abaixo da leitura de 50,5% em junho. O índice de preços registrou 53,2%, um aumento de 1,9 p.p em comparação à leitura de 51,3% em junho. O novo índice de pedidos de exportação registrou 50,4%, 2,8 p.p em relação à leitura de junho em 47,6%. O índice de importação registrou 53,1%, um aumento de 4,3 p.p em relação à leitura de 48,8% em junho.

Nos Estados Unidos, os gastos com projetos de construção caíram 0,7% em junho, a uma taxa anual de US $ 1,36 trilhão com ajuste sazonal, informou o Departamento de Comércio nesta segunda-feira. Este é o quarto declínio mensal direto. Os gastos em maio foram revisados para uma queda de 1,7% em relação à estimativa anterior de uma queda de 2,1%. A construção residencial caiu 1,5% em junho, enquanto os gastos com obras públicas caíram 0,7%. Apesar das quedas, os gastos com construção se mantiveram relativamente bem na pandemia, com gastos de 0,1% em comparação ao ano anterior.

BRASIL

No Brasil, pela segunda semana consecutiva, desta segunda-feira (03/08), as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central mantiveram quase todas as projeções no Boletim Focus.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as projeções saíram de 1,67% para 1,63%. Para 2021, a previsão para o IPCA foi mantida em 3,00%. Para 2022, as estimativas ficaram em 3,50%. O índice ficou em 3,25% nas projeções para 2023.

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) saiu de menos 5,77% para menos 5,66% para este ano. Para 2021, a estimativa permaneceu em 3,50%. As projeções ficaram em 2,50% para 2022 e 23.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar ficou em R$5,20 este ano. Para 2021, a projeção ficou em R$5,00. Já para 2022, a projeção ficou em R$4,80 e também para 2023.

A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ficou em 2,00% para 2020. Para 2021, os analistas mantiveram os 3,00%. As projeções ficaram em 5% e 6,00% para 2022 e 23.

No Brasil, o Índice Gerente de Compras – PMI do IHS Markit, sazonalmente ajustado, registrou 58,2 em julho, seis pontos acima do valor de 51,6 observado em junho, e acima da marca de 50,0, indicativa de ausência de mudanças, pelo segundo mês consecutivo. Além disso, o PMI registrou o seu nível mais alto na história da pesquisa, que teve início em fevereiro de 2006.

No Brasil, o IPC-S de 31 de julho de 2020 variou 0,49%, ficando 0,04 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 1,04% no ano e 2,40% nos últimos 12 meses.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,10% para -0,60%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de 11,46% para 2,74%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (1,51% para 1,22%), Vestuário (-0,24% para -0,45%) e Comunicação (0,61% para 0,54%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: gasolina (4,59% para 3,67%), roupas (-0,34% para -0,59%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (1,22% para 1,10%).

No Brasil, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) subiu 7,1 pontos em julho, para 87,5 pontos. Após a terceira alta seguida, o índice recupera 79% das perdas ocorridas no bimestre março-abril, embora ainda se mantenha em nível historicamente baixo.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

Em julho, pela primeira vez desde a crise sanitária, a alta da confiança foi igualmente motivada por expectativas e percepção sobre a situação corrente. O Índice de Expectativas (IE-E) subiu 7,4 pontos, para 89,8 pontos, após avançar 30,9 pontos nos dois meses anteriores. Já o índice que retrata a situação corrente dos negócios (ISA-E) subiu 7,1 pontos, para 79,7 pontos, após recuperar somente 11,2 pontos no bimestre maio-junho.

Pelo lado das expectativas, os componentes de Demanda e Emprego Previsto (previsões para três meses) e de Situação dos Negócios (horizonte de seis meses) subiram 7,8 pts., 8,9 pts. e 6,1 pts., respectivamente, em julho, após avançarem mais de 13 pontos no mês anterior.

Fonte Ultimo Instante

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