Cosan (CSAN3) 2T20: Prejuízo líquido de R$ 174,4 milhões

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Cosan reportou prejuízo líquido de R$ 174,4 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 418,3 milhões no mesmo período de 2019, impactado pelos efeitos da pandemia do coronavírus e a efeitos cambiais. A empresa atribuiu a queda à rápida propagação da Covid-19, com intensificação das medidas de isolamento social, que resultaram em queda brusca da demanda e da atividade industrial.

Os resultados da Cosan (BOV:CSAN3) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 10/08/2020.

O Ebtida ajustado – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – caiu 56,5% no comparativo anual, para R$ 517,8 milhões.

→ O grupo Cosan atua nos setores de agronegócio, distribuição de combustíveis e de gás natural e de lubrificantes e logística, com empresas como Raízen, Comgas, Moove e Rumo e marcas como Shell. O grupo possui R$ 34,4 bilhões de valor de mercado. Confira a Análise completa da empresa com informações exclusivas.

A crise desencadeada pela covid-19, que levou à restrição da movimentação de pessoas em praticamente todo o mundo, levou a Cosan S.A. a registrar resultados operacionais mais fracos no segundo trimestre, particularmente na distribuição de combustíveis, e prejuízo na última linha do balanço. Dentre as empresas do grupo, a Raízen Combustíveis, joint venture com a Shell, foi a mais afetada.

Desde maio, volume e preços têm mostrado melhora sequencial, “indicando um cenário de melhora gradual e, portanto, mais positivo para o segundo semestre de 2020”, informou. Já a Raízen Energia, de açúcar e álcool, pouco foi atingida pela crise.

A receita líquida do grupo recuou 33,1% no trimestre, para R$ 11,8 bilhões, e o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) encolheu 58,2%, a R$ 590,8 milhões. Pelo critério ajustado, somou R$ 517,8 milhões, baixa de 56,5%.

A geração de caixa proforma (FCFE) totalizou 1,1 bilhão de reais, devido à maior captação de recursos na Comgás e Raízen, parcialmente compensada pelo menor caixa gerado.

A alavancagem mensurada pela relação entre dívida líquida e Ebitda subiu para 2,4 vezes, “em função de menor geração de caixa e contribuição dos resultados operacionais”, acrescentou.

A Raízen Combustíveis reportou Ebitda negativo de R$ 213 milhões, considerando-se as operações no Brasil e na Argentina. No país vizinho, o resultado operacional foi negativo em US$ 51 milhões, anulando o desempenho positivo em R$ 65,3 milhões da operação brasileira. No Brasil, a Raízen Combustíveis teve queda de 24% no volume vendido, com destaque para as baixas de 31% no ciclo Otto (gasolina e etanol), para 2,05 milhões de metros cúbicos, e de 76% em combustível de aviação. O agronegócio e a movimentação de cargas sustentaram a venda de diesel, que caiu apenas 8% no intervalo, para 2,8 milhões de metros cúbicos. O Ebitda por metro cúbico ajustado caiu a R$ 13, frente a R$ 85 um ano antes.

Na Argentina, o Ebitda ficou negativo em R$ 279 milhões pressionado pela queda de 42% nas vendas, a 846 mil metros cúbicos, na esteira do “lockdown” decretado no país. A Raízen teve de interromper as atividades de refino na Argentina por cerca de 30 dias, o que levou à menor diluição de custos, e registrou custos mais altos de estoque, influenciados pelos preços do petróleo antes da pandemia.

Na Comgás, a queda na venda de gás foi de 27%, resultando em Ebitda ajustado de R$ 474 milhões para a Compass, baixa de 19% na comparação anual. Além disso, a provisão para devedores duvidosos foi elevada em R$ 51 milhões no trimestre por causa da crise. Na Moove, de lubrificantes, o Ebitda trimestral recuou 43%, para R$ 45 milhões, diante da queda nas vendas em todos os países de atuação. No intervalo, a baixa consolidada em volume foi de 35%.

A Cosan encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 14,5 bilhões, excluídos os passivos de arrendamento, alta de 25% ante março e alavancagem financeira de 2,4 vezes, diante da menor posição de caixa da Raízen. A geração de caixa livre foi positiva em R$ 1,1 bilhão com as captações de recursos fechadas por Raízen e Rumo.

Visão do mercado

Para o analista de empresas, Luis Sales, da Guide Investimentos, o Impacto é Negativo. O resultado apresentado pela companhia foi inferior ao esperado pelo consenso. Seus números foram impactados negativamente pela pandemia de coronavírus, queda nos preços dos combustíveis e na demanda por os mesmos.

 

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