Energisa (ENGI): prejuízo líquido de R$ 88 milhões

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No 2T20, a Energisa viu seu prejuízo líquido aumentar quase dez vezes no comparativo anual, para R$ 88 milhões. Quinto maior grupo distribuidor de energia elétrica do país, a Energisa sentiu os impactos da pandemia nos negócios no segundo trimestre. Juntas, as onze distribuidoras da companhia enfrentaram uma redução de mercado da ordem de 5% em relação ao mesmo período de 2019. Já a inadimplência subiu, refletindo a proibição dos cortes de fornecimento para algumas classes de consumidores.

Os resultados da Energisa (BOV:ENGI3) (BOV:ENGI11) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 14/08/2020.
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Entre abril e junho, a Energisa viu seu prejuízo líquido aumentar quase dez vezes no comparativo anual, para R$ 88 milhões. No mesmo período, o Ebitda recuou 11,2%, para R$ 727,4 milhões, enquanto a receita operacional líquida mostrou retração de 3,6%, para R$ 3,873 bilhões.

O resultado foi afetado por efeitos não recorrentes, ligados principalmente à pandemia. O principal deles foi a constituição de uma provisão de R$ 163,2 milhões para perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa (PECLD).

“No ano passado, estávamos com R$ 173 milhões para devedores duvidosos, agora estamos com R$ 370 milhões. Desse total, R$ 188 milhões estão relacionados especificamente à pandemia, é um incremento além do que era natural”, explicou o diretor financeiro, Maurício Botelho.

O executivo entende que parte desse efeito de inadimplência pode permanecer mesmo com o retorno dos cortes. Apesar disso, ele observa que o consumo de energia já vem se recuperando nos últimos meses, e que a inadimplência também apresenta melhora. “Começamos a ter sinais de recuperação em julho, agosto, justamente pela reabertura nos estados. Há uma perspectiva positiva para o terceiro trimestre em diante”, disse.

Mesmo com os resultados machucados pela crise, Botelho destaca que, em base semestral, a companhia teve lucro líquido de R$ 493,7 milhões, 311,7% superior ao da primeira metade de 2019.

A companhia espera ainda retomar junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o tema das revisões tarifárias extraordinárias das distribuidoras Ceron e Eletroacre, adquiridas da Eletrobras. Os reequilíbrios para atualizar a base de ativos estavam previstos no modelo de privatização adotado, mas foram negados pela Aneel. Segundo Botelho, a expectativa é de que o recurso apresentado pela Energisa seja julgado em breve. “O aniversário da tarifa dessas empresas é em dezembro, acredito que isso será apreciado para finalmente encerrarmos esse assunto. Podemos oferecer a devolução da ‘Conta Covid’ já nesse evento tarifário de dezembro, isso é um item que pode amortecer o incremento”.

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