M. Dias Branco (MDIA3) 2T20: Lucro líquido de R$ 152,4 milhões

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A companhia de alimentos M. Dias Branco registrou avanço de 51,5% no lucro líquido do segundo trimestre ante mesmo período de 2019, para R$ 152,4 milhões, impulsionado pela combinação entre um plano estratégico de crescimento em curso e o aumento no consumo de massas durante a pandemia do novo coronavírus.

Os resultados da M. Dias Branco (BOV:MDIA3) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 07/08/2020 e foi associado ao crescimento de vendas de todas as marcas da empresa, a ganhos com reajuste de preços e maior diluição de custos fixos.

O Ebtida somou R$ 225,6 milhões, com crescimento de 23,5% na comparação anual.

→ A M. Dias Branco, maior fabricante de biscoitos e massas do Brasil, dona de 19 marcas — incluindo Vitarella, Richester, Fortaleza, Piraquê, Isabela, Estrela e Adria – possui R$ 13,3 bilhões de valor de mercado. Confira a Análise completa da empresa com informações exclusivas.

A receita líquida cresceu 22,2%, atingindo R$ 1,89 bilhão, também um valor recorde para a companhia. O aumento foi obtido com aumento médio nos preços dos produtos de 2,9%, aumento de dois dígitos em farinha e farelo e margarinas e gorduras, e alta de 19% em volume.

“A empresa está crescendo de forma consistente, sem volatilidade. Estamos crescendo sem sobrestocar os clientes. Maio e junho foram mais fortes que abril. O fim do trimestre foi melhor que o início”, afirmou Fabio Cefaly, diretor de novos negócios e relações com investidores.

“Crescemos dois dígitos na região que chamamos de ‘ataque’, composta por Sudeste, Sul e Centro-Oeste, e também dois dígitos na região ‘defesa’, onde já somos consolidados, que é o Norte e Nordeste”, disse à Reuters o CFO da M. Dias Branco, Gustavo Theodozio.

O volume total de vendas subiu 19% no segundo trimestre, para 536,1 mil toneladas, puxado pelo desempenho da área de massas, que marcou um salto de 37,4% na comercialização, alcançando 129,7 mil toneladas.

Apesar dos demais resultados positivos serem atribuídos a um plano estratégico que vem sendo colocado em prática pela M. Dias nos últimos anos, incluindo a importante aquisição da companhia Piraquê, o avanço na demanda por massas foi associado ao período da pandemia do novo coronavírus, tanto no mercado interno quanto externo.

Cefaly considerou que o desempenho do segundo trimestre foi resultado da demanda crescente por biscoitos e massas durante a pandemia e de mudanças na estratégia comercial feitas no fim do ano passado. Essas tendências se mantêm no terceiro trimestre. “Mesmo com a reabertura do varejo e de restaurantes em muitas cidades do país o consumo dentro do lar segue forte. Não estamos perdendo tração. Estamos crescendo em linha com a estratégia”, acrescentou o diretor.

Para os próximos meses, considerando o fim do benefício, eles reconhecem que uma recessão deve pesar sobre o poder de compra do consumidor, mas destacaram que o portfólio de produtos da M. Dias Branco também contempla itens de menor valor agregado que podem se sobressair na crise.

“Se vier uma busca do consumidor por produtos mais básicos, a M. Dias pode surfar uma onda nos itens de baixos preços”, estimou o executivo.

Do ponto de vista de matéria-prima, a companhia disse que atingiu o maior nível histórico de verticalização de farinha de trigo (99%) e de gordura vegetal (100%). “Cerca de 55% do nosso custo foi com estes insumos que fabricamos internamente”.

Mercado Internacional

A empresa obteve recorde de receita, com alta de 526% nas exportações do segundo trimestre, para R$ 93,3 milhões.

“A margarina e os biscoitos eram os volumes (de vendas) esperados para chegar com a internacionalização da companhia, o que teve crescimento da demanda vindo da pandemia foi das massas”, disse o diretor de Relações com Investidores, Fábio Cefaly.

O diretor financeiro, Theodozio, destacou que a empresa passou por um processo de reestruturação desde 2016 que permitiu atender a demanda excedente que veio do aumento de consumo no lar em várias partes do mundo, contra o coronavírus.

A companhia atingiu esses resultados sem precisar queimar caixa, segundo Cefaly. A M. Dias Branco terminou o segundo trimestre com caixa operacional de R$ 492,4 milhões, montante 116,8% maior do que o reportado um ano antes. A empresa encerrou o trimestre com caixa de R$ 1,4 bilhão, em comparação a R$ 512,7 milhões no segundo trimestre de 2019.

De abril a junho, a M. Dias fez captações e emissões de notas promissórias que totalizaram R$ 465,8 milhões. “Fizemos captações para proteger o nosso caixa dos efeitos da pandemia. Mas por fim fechamos o trimestre gerando caixa novo”, disse Cefaly. A companhia reduziu seu endividamento líquido para R$ 332,8 milhões, ante R$ 627 milhões um ano antes.

Visão do mercado

Para o analista de empresas, Luis Sales, da Guide Investimentos, o Impacto é Positivo. A companhia conseguiu ter um lucro superior ao do mesmo período do ano passado em mais de 50%. Seu resultado foi positivamente beneficiado pelo acelerado crescimento em áreas estratégicas para a cia, que são as de Ataque (Sul, Sudeste e Centro-Oeste) e de Defesa (Nordeste e Norte). Suas exportações, que apresentaram crescimento de 526,4% no comparativo anual, também influenciaram positivamente na performance do trimestre.

 

 

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